quinta-feira, outubro 30, 2003
Mais não disse...
"Iminência de racismo na pastelaria “Mama Non”
SR. DIRECTOR!
E com profunda desilusão e frustração que escrevo para este cspaco reservado ao leitor, corn vista a debruçar sobre alguns factos por mirn notados entanto quc leitor, tentando de igual moclo encontraf soluçöes que scrão corno estou em crer o rcrnédio para as anomalias. cxistcntes na nossa sociedade e particularmente em locais püblicos corno cafés, restauran tcs, discotecas, etc.
Isto porque foi precisamente no passado dia 16 do corrente més (Outubro), pelas 11 horas, que me desloquei a pastelaria algures na Rua da Resistência (MAMA NON); onde tern-me sido frequente fazer pequenas cornpras, telefonar e fazer o uso
da excelente esplanada para as minhas pequenas leituras. Sou, contudo, urn cliente da casa e confesso que a leitura corno qualquer outra actividade tern os seus caprichos, rnas naquela rnanhã nada me apeteceu senão urn copo corn água e gelo, pois que me encontrava sentado na esplanada do recinto lendo o rneu pequeno Voltaire.
Sr. Director, tinha eu muita sede e ern gesto cortés pedi a servente urn copo corn água e gelo, tanto rnais que a rnesrna se encontravaarneio metro de mirn, atendendo urna mesa, a ünica contando corn a minha, ocupada por urn cliente de raça branca.
A resposta da servente foi a seguinte: “Vocé vern ocupar o espaco para pedir urn copo de água? Se você quer beber água
vern cá dentro”. Ora, fiquei rnuito indignado corn a servente e não a respondi. Contudo, continuei a ler, rnas a sede era tan que me desloquei para dentro da pastelaria e bebi dois copos de água sern gelo. Per gunto: será que é porquesomos negros que somos tratados ainda corno se de anirnais irracionais nos tratassernos e ainda pior por irmãos sernelhantes? São estas, no meu ponto de vista, as sequelas de racismo na mais arnpla discrirninação social e racial. Ou será que é devido a carga de trabalho irnposta pelas entidades patronais? Não, isto não tern lugar em relaçöes püblicas, pois que aqui para ter born desernpenho profissional é necessário saber ser e estar.
Mais não disse."
Artigo publicado no jornal "Notícias", de Maputo, aos 29 de Outubro de 2003
Cá vai o nosso comentário:
Não sei quem é o Sr., apenas sei quem são os donos do estabelecimento comercial em causa. Ora, posso afirmar, desde logo, que nenhum racismo existe no pensamento ou nas actuações dos proprietários. Posto isto, analisemos o excelente desabafo do nosso amigo Heldér Chongo.
Primeiro: Não sabe vossa excelência que existe, na sua terra amada, o “Direito de Admissão”? Sabe o que significa? Claro que não sabe... Mas passamos a explicar: qualquer tanso (como, a título de exemplo, V. Exª.), abanca o cu numa esplanada, deverá consumir algo. Tanto mais que, a “excelente esplanada”, é um exíguo espaço composto por apenas quatro mesas. Ora, se todos fizessem como V. Exª., não havia dinheiro para a renda... Mais: ninguém o expulsou da esplanada (e, atenção, que o poderiam ter feito...), apenas lhe disseram que somente poderia beber água ao balcão (sim, porque nem a V. Exª. se deve negar água...).
Segundo: Meu amigo, aprecia-se o esforço literário, mas não fale do que não sabe... Com que então “não me apeteceu nada (...) o meu pequeno Voltaire”... Já agora, sendo tão letrado, dizemos-lhe que a sua atitude é Kafkiana e os meios utilizados para achincalhar são Draconianos (procure num dicionário ou, em alternativa, socorra-se dos manuais de história). “A cada macaco, seu galho...” (sem conotações, bem entendido).
Terceiro: Quando nos sentimos minimizados, temos tendência para perder a objectividade, mesmo quando essa inferioridade só existe na nossa mente. É fácil recorrer a “clichés” (como, por exemplo, “o gajo é racista”), como argumento da nossa frustração pessoal. Diga-se, em abono da verdade, que os proprietários dão trabalho a 19 Moçambicanos, procurando, apesar das dificuldades, contribuir para a melhoria das condições de vida deste tão martirizado povo.
Quarto: Segundo o plasmado no Dicionário da “Porto Editora” (que, para nós, é tão legítimo como qualquer outro), racismo é a "doutrina que defende a superioridade de certas raças e assenta na alegada superioridade o direito de dominar ou mesmo suprimir as outras". Andou V. Exª. a alardear que foi alvo de “iminência de racismo”. Não sei qual o dicionário que utiliza (que saibamos, Voltaire não tem gramáticas de Português...), mas não concordamos. Vejamos:
a) Dando como adquirido que “iminência” significa que está para acontecer. Perguntamos: existe alguém na iminência do racismo? Meu amigo, ou se é (como você) ou não se é (como nós)... Ou quererá você dizer eminentes racistas?...
b) Na referida esplanada, sentam-se e divertem-se dezenas de pessoas, entre elas, negros, brancos, mulatos, indianos, chineses e todos quantos desejem encontrar-se em paz, harmonia e sã convivência (aliás, tal afirmação, poderá ser facilmente comprovada). Assim se percebe que não existe, na Mamanon, qualquer doutrinador da superioridade racial. Mais: caberá na cabeça de alguém abrir um estabelecimento comercial na Malhangalene, em Maputo, e proibir a entrada ou maltratar os negros??? Só quem quiser ser morto ou expulso do país (e, mesmo os racistas, ao que sabemos, não são suicidas...).
c) Por outro lado, acreditar na superioridade e usá-la para dominar ou suprimir as outras raças, implica, como V. Exª concordará e, certamente, recordará, poder económico, político e social. Mais uma vez, é patente que tal não acontece relativamente à raça branca em Moçambique... Convenhamos que, a haver iminência de racismo, será em sentido inverso...
d) Menciona V. Exª. que quem lhe recusou um copo na mesa (e não ao balcão) foi uma empregada do estabelecimento que, por sinal, é negra. Subentende-se (o que é confirmado), que nenhum dos proprietários se encontrava sequer no estabelecimento e, acredite, se estivesse, a decisão seria a mesma. Porquê? Porque as orientações são de proibir a permanência de QUALQUER pessoa que não consuma artigos do estabelecimento. Ora, é uma ordem objectiva, generica e abstracta, (como manda a lei), logo, não discriminatória.
e) Note-se que, refere ainda V. Exª., ter sido tratado como um animal irracional. A verdade é que, a ver pela sua descabida atitude, não é uma expressão completamente despropositada... Mas, para que conste e segundo o proprietário, se um animal irracional passar pelo estabelecimento, não será servido na cadeira da esplanada, mas terá direito a uma taçinha com água... sem gelo.
f) Entretanto, apercebemo-nos que tem passado por vários estabelecimentos do género e sempre com diatribes idênticas. Ora, isto leva-nos a crer que, V. Exª, apesar de ter boa memória é mau aluno e ainda não percebeu que uma esplanada não é um jardim ou uma biblioteca... Já agora, refere situações parecidas nas discotecas. Não me diga que também lê Voltaire na disco?... Olhe que faz mal aos olhos...
g) Já agora, imagine que um de nós se instala comodamente a ler Voltaire no seu quintal, sem dar cavaco a ninguém, e pede de forma cortês à sua empregada um copo de água com gelo. Não me diga que não deixava servir?! Olhe que está na iminência de ser racista...
h) Afirma, por um lado, que foi servido. Então, de que se queixa? Assevera, por outro lado, que é cliente. Na nossa óptica, cliente é aquele que consome regularmente. Ora, você lê frequentemente abancado na esplanada! É diferente...
i) Referencia, outrossim, a presença de um “cliente de RAÇA branca”. Incomoda-o a tez clara do cliente? E se fosse mais morenaço? Aliás, segundo uma especialista contactada pelo Vondo: “O conceito de raça está à partida mal definido, apenas existe o conceito de espécie. Entre elas, a espécie humana.” Toma lá!!! Só Voltaire não chega...
j) Por último, você só pode exigir se for cliente. Ora, quem não consome, não é cliente, logo, não pode exigir... Vá ler Voltaire para o raio que o parta!!!
Calro que, V. Exª., brilhantemente, não diz que existe racismo. Faz pior! De forma enviesada, lança a suspeita. Ora, é e sempre foi, a melhor forma de destruir a honra das pessoas ou a idoneidade dos estabelecimentos. Criticando objectivamente e “chamando os bois pelo nome”, permite aos visados exercerem o seu direito de defesa. No entanto, cobardemente, V. Exª. socorre-se de tergiversações e suspeitas para, assim, atingir objectivos torpes e soezes, o que só demonstra a sua falta de hombridade e honestidade.
É verdadeiramente revoltante constatar que, SEM RAZÕES OBJECTIVAS E VERDADEIRAS, V. Exª. não se coibiu de atentar contra o bom nome de um estabelecimento que muito tem feito pela zona onde se situa. De forma, quando menos, leviana, ofende com uma baixeza atroz, não só os proprietários do estabelecimento, como todos os seus clientes e amigos, sendo que, V.Exª., definitivamente, não quer ser um deles...
Afinal, quem é que está na IMINÊNCIA (???) de ser racista?...
Sugestões de Leitura (de nós para ti, Heldér):
“O Processo” – Franz Kafka
“Gramática de Português” – Porto Editora
“A origem das espécies” – Charles Darwin
SR. DIRECTOR!
E com profunda desilusão e frustração que escrevo para este cspaco reservado ao leitor, corn vista a debruçar sobre alguns factos por mirn notados entanto quc leitor, tentando de igual moclo encontraf soluçöes que scrão corno estou em crer o rcrnédio para as anomalias. cxistcntes na nossa sociedade e particularmente em locais püblicos corno cafés, restauran tcs, discotecas, etc.
Isto porque foi precisamente no passado dia 16 do corrente més (Outubro), pelas 11 horas, que me desloquei a pastelaria algures na Rua da Resistência (MAMA NON); onde tern-me sido frequente fazer pequenas cornpras, telefonar e fazer o uso
da excelente esplanada para as minhas pequenas leituras. Sou, contudo, urn cliente da casa e confesso que a leitura corno qualquer outra actividade tern os seus caprichos, rnas naquela rnanhã nada me apeteceu senão urn copo corn água e gelo, pois que me encontrava sentado na esplanada do recinto lendo o rneu pequeno Voltaire.
Sr. Director, tinha eu muita sede e ern gesto cortés pedi a servente urn copo corn água e gelo, tanto rnais que a rnesrna se encontravaarneio metro de mirn, atendendo urna mesa, a ünica contando corn a minha, ocupada por urn cliente de raça branca.
A resposta da servente foi a seguinte: “Vocé vern ocupar o espaco para pedir urn copo de água? Se você quer beber água
vern cá dentro”. Ora, fiquei rnuito indignado corn a servente e não a respondi. Contudo, continuei a ler, rnas a sede era tan que me desloquei para dentro da pastelaria e bebi dois copos de água sern gelo. Per gunto: será que é porquesomos negros que somos tratados ainda corno se de anirnais irracionais nos tratassernos e ainda pior por irmãos sernelhantes? São estas, no meu ponto de vista, as sequelas de racismo na mais arnpla discrirninação social e racial. Ou será que é devido a carga de trabalho irnposta pelas entidades patronais? Não, isto não tern lugar em relaçöes püblicas, pois que aqui para ter born desernpenho profissional é necessário saber ser e estar.
Mais não disse."
Artigo publicado no jornal "Notícias", de Maputo, aos 29 de Outubro de 2003
Cá vai o nosso comentário:
Não sei quem é o Sr., apenas sei quem são os donos do estabelecimento comercial em causa. Ora, posso afirmar, desde logo, que nenhum racismo existe no pensamento ou nas actuações dos proprietários. Posto isto, analisemos o excelente desabafo do nosso amigo Heldér Chongo.
Primeiro: Não sabe vossa excelência que existe, na sua terra amada, o “Direito de Admissão”? Sabe o que significa? Claro que não sabe... Mas passamos a explicar: qualquer tanso (como, a título de exemplo, V. Exª.), abanca o cu numa esplanada, deverá consumir algo. Tanto mais que, a “excelente esplanada”, é um exíguo espaço composto por apenas quatro mesas. Ora, se todos fizessem como V. Exª., não havia dinheiro para a renda... Mais: ninguém o expulsou da esplanada (e, atenção, que o poderiam ter feito...), apenas lhe disseram que somente poderia beber água ao balcão (sim, porque nem a V. Exª. se deve negar água...).
Segundo: Meu amigo, aprecia-se o esforço literário, mas não fale do que não sabe... Com que então “não me apeteceu nada (...) o meu pequeno Voltaire”... Já agora, sendo tão letrado, dizemos-lhe que a sua atitude é Kafkiana e os meios utilizados para achincalhar são Draconianos (procure num dicionário ou, em alternativa, socorra-se dos manuais de história). “A cada macaco, seu galho...” (sem conotações, bem entendido).
Terceiro: Quando nos sentimos minimizados, temos tendência para perder a objectividade, mesmo quando essa inferioridade só existe na nossa mente. É fácil recorrer a “clichés” (como, por exemplo, “o gajo é racista”), como argumento da nossa frustração pessoal. Diga-se, em abono da verdade, que os proprietários dão trabalho a 19 Moçambicanos, procurando, apesar das dificuldades, contribuir para a melhoria das condições de vida deste tão martirizado povo.
Quarto: Segundo o plasmado no Dicionário da “Porto Editora” (que, para nós, é tão legítimo como qualquer outro), racismo é a "doutrina que defende a superioridade de certas raças e assenta na alegada superioridade o direito de dominar ou mesmo suprimir as outras". Andou V. Exª. a alardear que foi alvo de “iminência de racismo”. Não sei qual o dicionário que utiliza (que saibamos, Voltaire não tem gramáticas de Português...), mas não concordamos. Vejamos:
a) Dando como adquirido que “iminência” significa que está para acontecer. Perguntamos: existe alguém na iminência do racismo? Meu amigo, ou se é (como você) ou não se é (como nós)... Ou quererá você dizer eminentes racistas?...
b) Na referida esplanada, sentam-se e divertem-se dezenas de pessoas, entre elas, negros, brancos, mulatos, indianos, chineses e todos quantos desejem encontrar-se em paz, harmonia e sã convivência (aliás, tal afirmação, poderá ser facilmente comprovada). Assim se percebe que não existe, na Mamanon, qualquer doutrinador da superioridade racial. Mais: caberá na cabeça de alguém abrir um estabelecimento comercial na Malhangalene, em Maputo, e proibir a entrada ou maltratar os negros??? Só quem quiser ser morto ou expulso do país (e, mesmo os racistas, ao que sabemos, não são suicidas...).
c) Por outro lado, acreditar na superioridade e usá-la para dominar ou suprimir as outras raças, implica, como V. Exª concordará e, certamente, recordará, poder económico, político e social. Mais uma vez, é patente que tal não acontece relativamente à raça branca em Moçambique... Convenhamos que, a haver iminência de racismo, será em sentido inverso...
d) Menciona V. Exª. que quem lhe recusou um copo na mesa (e não ao balcão) foi uma empregada do estabelecimento que, por sinal, é negra. Subentende-se (o que é confirmado), que nenhum dos proprietários se encontrava sequer no estabelecimento e, acredite, se estivesse, a decisão seria a mesma. Porquê? Porque as orientações são de proibir a permanência de QUALQUER pessoa que não consuma artigos do estabelecimento. Ora, é uma ordem objectiva, generica e abstracta, (como manda a lei), logo, não discriminatória.
e) Note-se que, refere ainda V. Exª., ter sido tratado como um animal irracional. A verdade é que, a ver pela sua descabida atitude, não é uma expressão completamente despropositada... Mas, para que conste e segundo o proprietário, se um animal irracional passar pelo estabelecimento, não será servido na cadeira da esplanada, mas terá direito a uma taçinha com água... sem gelo.
f) Entretanto, apercebemo-nos que tem passado por vários estabelecimentos do género e sempre com diatribes idênticas. Ora, isto leva-nos a crer que, V. Exª, apesar de ter boa memória é mau aluno e ainda não percebeu que uma esplanada não é um jardim ou uma biblioteca... Já agora, refere situações parecidas nas discotecas. Não me diga que também lê Voltaire na disco?... Olhe que faz mal aos olhos...
g) Já agora, imagine que um de nós se instala comodamente a ler Voltaire no seu quintal, sem dar cavaco a ninguém, e pede de forma cortês à sua empregada um copo de água com gelo. Não me diga que não deixava servir?! Olhe que está na iminência de ser racista...
h) Afirma, por um lado, que foi servido. Então, de que se queixa? Assevera, por outro lado, que é cliente. Na nossa óptica, cliente é aquele que consome regularmente. Ora, você lê frequentemente abancado na esplanada! É diferente...
i) Referencia, outrossim, a presença de um “cliente de RAÇA branca”. Incomoda-o a tez clara do cliente? E se fosse mais morenaço? Aliás, segundo uma especialista contactada pelo Vondo: “O conceito de raça está à partida mal definido, apenas existe o conceito de espécie. Entre elas, a espécie humana.” Toma lá!!! Só Voltaire não chega...
j) Por último, você só pode exigir se for cliente. Ora, quem não consome, não é cliente, logo, não pode exigir... Vá ler Voltaire para o raio que o parta!!!
Calro que, V. Exª., brilhantemente, não diz que existe racismo. Faz pior! De forma enviesada, lança a suspeita. Ora, é e sempre foi, a melhor forma de destruir a honra das pessoas ou a idoneidade dos estabelecimentos. Criticando objectivamente e “chamando os bois pelo nome”, permite aos visados exercerem o seu direito de defesa. No entanto, cobardemente, V. Exª. socorre-se de tergiversações e suspeitas para, assim, atingir objectivos torpes e soezes, o que só demonstra a sua falta de hombridade e honestidade.
É verdadeiramente revoltante constatar que, SEM RAZÕES OBJECTIVAS E VERDADEIRAS, V. Exª. não se coibiu de atentar contra o bom nome de um estabelecimento que muito tem feito pela zona onde se situa. De forma, quando menos, leviana, ofende com uma baixeza atroz, não só os proprietários do estabelecimento, como todos os seus clientes e amigos, sendo que, V.Exª., definitivamente, não quer ser um deles...
Afinal, quem é que está na IMINÊNCIA (???) de ser racista?...
Sugestões de Leitura (de nós para ti, Heldér):
“O Processo” – Franz Kafka
“Gramática de Português” – Porto Editora
“A origem das espécies” – Charles Darwin
terça-feira, outubro 28, 2003
NOTÍCIA DE ULTIMA HORA: O SMO foi substituido pelo DDNO!
Quando estamos distantes do nosso país, por vezes, as notícias chengam atrasadas ou mesmo nem chegam... Mas o outro dia fique contente quando ao ver o telejornal fiquei a saber que o "Serviço Militar Obrigatório" (SMO) ia deixar de ser uma realidade já para o proximo ano! Mas logo a seguir, ainda na mesma reportagem, fique aparvalhado... Fiquei na dúvida se tinha ouvido bem, mas o jornalista que estava a apresentar a peça jornalistica, como que adivinhou e, repetiu... Entrei em estado de choque! Sim o SMO ia acabar em 2004 mas em substituição passavamos a ter o DDNO.
E perguntam-se voces o que é o DDNO? Não é nada mais, nada menos, do que o "Dia da Defesa Nacional Obrigatório"!!! Sim, o nosso (que dizer, meu não é! já que não votei nele! ;) ) Ministro da Defesa Nacional o Sr. Dr. Paulo Portas tenha feito mais uma das dele!
Mas afinal no que consiste o DDNO? Pois passo a explicar. Todos aqueles meninos (e digo meninos com o maior dos respeitos e sem conotações que me possam levar a ser preso preventivamente, se por acaso este blog estiver sob escuta...) que estejam em idade de fazer a Inspecção Militar Obrigatória (IMO), que já não vão fazer, têm que, em troca, durante o mês em que se celebra o Dia da Defesa Nacional, seguindo um rigoroso calendário e locais pre-estabelecido, passar um dia numa instalação militar e realizar as actividade que foram organizadas para eles. Não me parece mal, ou parece? O que parece mal, aliás cheira mal, é que esses jovens são convidados a realizar essas actividades, mas se não se apresentarem terão que pagar uma multa de um valor consideravel. Ora isto no meu ponto de vista parece-me um Convite Obrigatório!!
Vamos la tentar perceber quais seriam as intenções do Sr. Presidente do PP o Dr. PP quando levou esta ideia avante: Umas das promessas eleitorais do PP nas ultimas eleições, assim como nas outras de que me recordo, era acabar com o SMO. E o que é que ele deve ter pensado? Se eu acabar com o SMO dentro de poucos anos vou ser ministro de um ministério fantásma. Duvidam? Digam-me quem é que no seu perfeito juizo se vai meter na "tropa" para levar porrada, defender o país por um ordenado mínimo? Um arrumador em Lisboa, que trabalhe 20 horas por semana consegue muito mais do que isso!! E aindo por cima não tem que pagar impostos!!
Então ele pensou: como vou cativar estes muidos (e a virgem que me proteja para que não tenham posto escutas aqui também!) para serem voluntários? Já sei vou mandar criar nos quarteis e bases aéreas e navais actividades para eles e depois mando-lhes um Convite Obrigatório, se falterem tem que pagar uma multa! Desta forma a Manuela não me pode chatear os cornos poois certamente há muidos que vão faltar e com um pouco de sorte até dá para juntar alguma coisinha para tentar tapar alguns do buracos orçamentais! Genial! Muito Obrigado Nossa Senhora! Ave Maria cheia de...
E desta mameira cagou mais uma brilhante ideia!o que havemos de fazer? Vamos ter que atura-lo até às proximas eleições , a não ser que seja preso preventivamente... por causa do Processo da Moderna tá claro!
E perguntam-se voces o que é o DDNO? Não é nada mais, nada menos, do que o "Dia da Defesa Nacional Obrigatório"!!! Sim, o nosso (que dizer, meu não é! já que não votei nele! ;) ) Ministro da Defesa Nacional o Sr. Dr. Paulo Portas tenha feito mais uma das dele!
Mas afinal no que consiste o DDNO? Pois passo a explicar. Todos aqueles meninos (e digo meninos com o maior dos respeitos e sem conotações que me possam levar a ser preso preventivamente, se por acaso este blog estiver sob escuta...) que estejam em idade de fazer a Inspecção Militar Obrigatória (IMO), que já não vão fazer, têm que, em troca, durante o mês em que se celebra o Dia da Defesa Nacional, seguindo um rigoroso calendário e locais pre-estabelecido, passar um dia numa instalação militar e realizar as actividade que foram organizadas para eles. Não me parece mal, ou parece? O que parece mal, aliás cheira mal, é que esses jovens são convidados a realizar essas actividades, mas se não se apresentarem terão que pagar uma multa de um valor consideravel. Ora isto no meu ponto de vista parece-me um Convite Obrigatório!!
Vamos la tentar perceber quais seriam as intenções do Sr. Presidente do PP o Dr. PP quando levou esta ideia avante: Umas das promessas eleitorais do PP nas ultimas eleições, assim como nas outras de que me recordo, era acabar com o SMO. E o que é que ele deve ter pensado? Se eu acabar com o SMO dentro de poucos anos vou ser ministro de um ministério fantásma. Duvidam? Digam-me quem é que no seu perfeito juizo se vai meter na "tropa" para levar porrada, defender o país por um ordenado mínimo? Um arrumador em Lisboa, que trabalhe 20 horas por semana consegue muito mais do que isso!! E aindo por cima não tem que pagar impostos!!
Então ele pensou: como vou cativar estes muidos (e a virgem que me proteja para que não tenham posto escutas aqui também!) para serem voluntários? Já sei vou mandar criar nos quarteis e bases aéreas e navais actividades para eles e depois mando-lhes um Convite Obrigatório, se falterem tem que pagar uma multa! Desta forma a Manuela não me pode chatear os cornos poois certamente há muidos que vão faltar e com um pouco de sorte até dá para juntar alguma coisinha para tentar tapar alguns do buracos orçamentais! Genial! Muito Obrigado Nossa Senhora! Ave Maria cheia de...
E desta mameira cagou mais uma brilhante ideia!o que havemos de fazer? Vamos ter que atura-lo até às proximas eleições , a não ser que seja preso preventivamente... por causa do Processo da Moderna tá claro!
segunda-feira, outubro 27, 2003
Sexo à distância
Impossível! Dizem voçês. Mas quem não gostaria de dar uma queca na míuda do outro lado da discoteca ? Pois bem, amigos ciber-leitores, já existe quem faca sexo à distância. Segundo fontes verídicas e credíveis no Vondo, em Manica existe um professor que fazia sexo com as alunas e que por isso foi suspenso da escola. Como é que ele fazia, perguntam os mais insaciáveis. Simples. Com recurso a magia negra. Ele é tão poderoso, que ¨as mulheres não se atrevem a entrar no mesmo chapa que ele (nem os homens, não vão as coisas correr mal), muito menos trocar copos pelas barracas, pois sabe o que lhe vai acontecer¨.
Mas agora, do ponto de vista legal, será violação uma queca à distância? Será que elas atingem o orgasmo? Será que o orgasmo é diferente? E quantas ele consegue dar de seguida? E com quantas ao mesmo tempo? Qual o raio de acção? Será que depende do instrumento? (Se for proporcional ao tamanho do instrumento, deverá ser de longo alcance)
Não conseguimos fazer estas perguntas ao autor de tal ambicionada proeza, pois ele negou ter aquele tipo de dotes e diz ser vitima daquilo que considerou de chantagem montada por pessoas de má fé.
Pois bem, o que é certo é que da expulsão ele não se livrou. E agora para arranjar emprego numa escola vai ser uma carga de trabalhos. Só se for numa escola de sexo à distância.
(Baseado em Notícia publicada no jornal o Fim de Semana)
Mas agora, do ponto de vista legal, será violação uma queca à distância? Será que elas atingem o orgasmo? Será que o orgasmo é diferente? E quantas ele consegue dar de seguida? E com quantas ao mesmo tempo? Qual o raio de acção? Será que depende do instrumento? (Se for proporcional ao tamanho do instrumento, deverá ser de longo alcance)
Não conseguimos fazer estas perguntas ao autor de tal ambicionada proeza, pois ele negou ter aquele tipo de dotes e diz ser vitima daquilo que considerou de chantagem montada por pessoas de má fé.
Pois bem, o que é certo é que da expulsão ele não se livrou. E agora para arranjar emprego numa escola vai ser uma carga de trabalhos. Só se for numa escola de sexo à distância.
(Baseado em Notícia publicada no jornal o Fim de Semana)
Uni-vos homens de todo o mundo!!!
Poderá parecer-vos trivial, brejeiro ou simplesmente palerma, mas, a verdade é uma só: os homens também choram. Sim! Reconheçamos de peito aberto (só o peito...), somos lamechas!!!
A noite de Maputo está cada vez mais violenta para os pobres olhos do Vondo, que, em rigor, largou em pranto. Vejamos: sexta-feira à noite numa disco da capital Moçambicana. Muita mulher, muita pinga, muito som, pouco dinheiro, mas eis que ao fundo do lado do direito, meia dúzia de meninas abanam os seus corpitos ao ritmo do som. Obviamente, os recém-chegados dirigem-se para as imediações e ufanos iniciam um complexo diálogo...
Representante masculino número um: ´Tás a ver esta merda?!...
Representante masculino número dois: Puta que pariu...
Representante masculino número três: Que grandes vacas!!!
R.m.n.º 1: Olha-me para aquelas mamas...
R.m. n.º 2: Estas gajas foram escolhidas a dedo. Que grandes peidolas...
R.m. n.º 3: E não tiram os olhos de nós! Já estou a ficar incomodado...
Enquanto este intrincado diálogo se desenrola, uma nostalgia se apodera dos convivas. Uma lagrimazita já aparece reluzente no canto do olho (percebem agora a mensagem da música do Bonga?), o primeiro não aguenta e, com voz trémula, comunica que vai ao WC, os outros, tentando ocultar o quão emocionados estão, seguem o primeiro (sim, mesmo no estrangeiro: “Quando mija um Português mijam logo dois ou três.”). Todos reunidos no mictório, não contendo mais as emoções crescentes, desatam num incontrolável pranto. Porquê? Muito simples, é a teoria do “Cu de cebola”... Segundo o Vondo apurou, “cu de cebola” é aquele que nos faz chorar só de olhar para ele... Bom, bem sei que isto é uma estupidez, mas, não haverá um fundo de verdade? Não direi que choramos quando os descascamos ou olhamos para eles, no entanto, as mais das vezes, não nos importavamos de chorar para os podermos comer, perdão, descascar... Mas há mais, meus amigos, e garanto-vos que só dá vontade de carpir... Imaginar que elas são tão boas, com peitos fartos e duros, de mamilos intumecidos, de coxame duro e atrevido, com peidolas "cebolentas" e "bijous" húmidos, quentes e chamativos... Ai, ai, meus amigos, imaginar tudo isto e saber que, por muito que tentemos, nunca as vamos conseguir comer todas... Obviamente, não quero com isto dizer que não devemos tentar! Não, tentemos e tentemos com força! Mais: só com uma grande frente masculina podemos vencer, por isso, aqui fica o repto do Vondo: Uni-vos (e partilhai...)homens de todo o mundo!!!
P.S.: Como diz o Vondo no artigo "Vondo", aqui estamos nós a denunciar estas fêmeas devoradoras, perdão, a triste realidade em que vivemos...
A noite de Maputo está cada vez mais violenta para os pobres olhos do Vondo, que, em rigor, largou em pranto. Vejamos: sexta-feira à noite numa disco da capital Moçambicana. Muita mulher, muita pinga, muito som, pouco dinheiro, mas eis que ao fundo do lado do direito, meia dúzia de meninas abanam os seus corpitos ao ritmo do som. Obviamente, os recém-chegados dirigem-se para as imediações e ufanos iniciam um complexo diálogo...
Representante masculino número um: ´Tás a ver esta merda?!...
Representante masculino número dois: Puta que pariu...
Representante masculino número três: Que grandes vacas!!!
R.m.n.º 1: Olha-me para aquelas mamas...
R.m. n.º 2: Estas gajas foram escolhidas a dedo. Que grandes peidolas...
R.m. n.º 3: E não tiram os olhos de nós! Já estou a ficar incomodado...
Enquanto este intrincado diálogo se desenrola, uma nostalgia se apodera dos convivas. Uma lagrimazita já aparece reluzente no canto do olho (percebem agora a mensagem da música do Bonga?), o primeiro não aguenta e, com voz trémula, comunica que vai ao WC, os outros, tentando ocultar o quão emocionados estão, seguem o primeiro (sim, mesmo no estrangeiro: “Quando mija um Português mijam logo dois ou três.”). Todos reunidos no mictório, não contendo mais as emoções crescentes, desatam num incontrolável pranto. Porquê? Muito simples, é a teoria do “Cu de cebola”... Segundo o Vondo apurou, “cu de cebola” é aquele que nos faz chorar só de olhar para ele... Bom, bem sei que isto é uma estupidez, mas, não haverá um fundo de verdade? Não direi que choramos quando os descascamos ou olhamos para eles, no entanto, as mais das vezes, não nos importavamos de chorar para os podermos comer, perdão, descascar... Mas há mais, meus amigos, e garanto-vos que só dá vontade de carpir... Imaginar que elas são tão boas, com peitos fartos e duros, de mamilos intumecidos, de coxame duro e atrevido, com peidolas "cebolentas" e "bijous" húmidos, quentes e chamativos... Ai, ai, meus amigos, imaginar tudo isto e saber que, por muito que tentemos, nunca as vamos conseguir comer todas... Obviamente, não quero com isto dizer que não devemos tentar! Não, tentemos e tentemos com força! Mais: só com uma grande frente masculina podemos vencer, por isso, aqui fica o repto do Vondo: Uni-vos (e partilhai...)homens de todo o mundo!!!
P.S.: Como diz o Vondo no artigo "Vondo", aqui estamos nós a denunciar estas fêmeas devoradoras, perdão, a triste realidade em que vivemos...
quarta-feira, outubro 22, 2003
Onde eu me fui meter!
Esta coisa de "blog" cheira-me logo mal à partida! Afinal, em bom tuga, devia ser "rete" ou algo parecido (REgisto da TEia, para quem já esteja a queimar o cortex...). Não se esqueçam de que, em tuga, por omissão, as palavras são graves. No que respeita à acentuação, claro.
O mau cheiro acentuou-se com a conversa de merda do "Eles andam aí...". Enfim estamos metidos nela. A merda, bem entendido.
Depois, porque é que este rete se chama do Vondo?
Quem foi a luminária responsável por este nome?
Proponho desde já que mudemos o nome para Vonda!
Todos nos sentiríamos mais... felizes com uma Vonda. Digo eu!
E daí, talvez não. É óbvio que há desigualdades flagrantes entre os membros deste retei. Senão, veja-se o pudor da tia que escreveu a acima mencionada peça, de excelente recorte literário diga-se. Não é que o indivíduo em questão escreveu "que se f..."! Que se foda, caramba! Se calhar ainda corou a escrever "f...". Podia alguém ler... O tuga é uma língua linda e rica, que não deve ser estropiada na sua ortografia por umas vulgares reticências.
Se estavam à espera de contribuições ricas em conteúdo e forma, desenganem-se. Estou aqui para abardinar. Se não gostam, façam-me um favor, expulsem-me!
Abaixo o blog do Vondo!
Viva o rete da Vonda!!!
O mau cheiro acentuou-se com a conversa de merda do "Eles andam aí...". Enfim estamos metidos nela. A merda, bem entendido.
Depois, porque é que este rete se chama do Vondo?
Quem foi a luminária responsável por este nome?
Proponho desde já que mudemos o nome para Vonda!
Todos nos sentiríamos mais... felizes com uma Vonda. Digo eu!
E daí, talvez não. É óbvio que há desigualdades flagrantes entre os membros deste retei. Senão, veja-se o pudor da tia que escreveu a acima mencionada peça, de excelente recorte literário diga-se. Não é que o indivíduo em questão escreveu "que se f..."! Que se foda, caramba! Se calhar ainda corou a escrever "f...". Podia alguém ler... O tuga é uma língua linda e rica, que não deve ser estropiada na sua ortografia por umas vulgares reticências.
Se estavam à espera de contribuições ricas em conteúdo e forma, desenganem-se. Estou aqui para abardinar. Se não gostam, façam-me um favor, expulsem-me!
Abaixo o blog do Vondo!
Viva o rete da Vonda!!!
segunda-feira, outubro 20, 2003
Eles andam aí...
Bem hajam! É verdade que o tema que escolhi para me estrear no nosso fenomenal Blogue não é o mais atractivo, nem sequer divertido, mas que se f...!!! Afinal, não será este o site que nos vai guindar ao mais alto patamar da fama? Não estaremos nós na antecâmara de nos tornarmos "opinion makers"? Não seremos nós "la creme de la creme" de uma geração de brilhantes mentes? Não estaremos nós perante o vôo do vondo? Bom, andante, andante... chega de treta e cá vai a minha pequena contribuição. Como sabeis (assim espero, porque o contrário significa que, ou não são Tugas - o que, só por si, já não é bom -, ou que se estão a "cagar" para a política nacional - o que não sendo mau de todo, porque começa a ser comum, não deve ser admitido abertamente -), o ilustre líder da oposição Portuguesa tem uma visão muito própria quanto à justiça nacional, que, inclusivé, lhe provoca graves distúrbios intestinais. Enfim, está a "cagar-se"... Ora, ora, todos o criticam, mas... porquê? Um aperto todos temos (e esperemos que o ilustre citado, quando menos, tenha uns intestinos fortes e saudáveis, livrando-se de quaisquer arreliadoras disenterias ou outras que tais) e, verdade seja dita (porque o Blogue não mente, aliás, segundo fonte próxima do visado: " Felizmente não cheira..."), todos os nossos amados políticos são prolíferos em afirmações do jaez da proferida. Obviamente, todos eles se borram (e muito...) para as mais importantes questões nacionais. Bom, convenhamos que não é mau de todo... Na verdade, sempre que resolvem actuar, o melhor que se pode dizer é que fizeram merda... Assim sendo, o grave não é que o ilustre se esteja a cagar. Bem vistas as coisas, isso será um problema dele, dos seus intestinos e de quem com ele tem que privar de perto. Verdadeiramente grave é a desfaçatez que grassa no seio dos nossos famosos. Se, por um lado, é gritante o despudor com que se movem influências para libertar um amigo que, mais não fez, do que apoiar indefesas crianças no seu colo (literalmente...), por outro, assistimos ao lavar de roupa suja proporcionado, em "prime time", por escutas absurdamente ilegais e por uma comunicação social que não é mais que uma triste, pálida e deprimente seguidora dos ilustres gigantes americanos da comunicação. Valham-nos os comentadores políticos, que, com a sua santa sapiência e com o apoio da sua intocável elevação moral, nos avisam e nos dão o alento necessário para aguentar esta turba com um sorriso nos lábios. Fazendo eco com esse ícone da comunicação que é o Dr. Lopes: " Eles andam aí...".
P.S.: Isto, para não falar nessa conveniente união matrimonial entre a descendente do Dr. em causa com o herdeiro do honestíssimo Dr. Dias. Segundo o Vondo, o Dr. Dias realizou uns negócios muito engraçados aquando da sua marcante passagem no governo da Tugalândia, mas, com esta santa união, tais negociatas ficaram no segredo dos Deuses.
P.S.: Isto, para não falar nessa conveniente união matrimonial entre a descendente do Dr. em causa com o herdeiro do honestíssimo Dr. Dias. Segundo o Vondo, o Dr. Dias realizou uns negócios muito engraçados aquando da sua marcante passagem no governo da Tugalândia, mas, com esta santa união, tais negociatas ficaram no segredo dos Deuses.
Vondo?
Vínhamos nós de mais uma refeicão vespertina, quando, ao passar por uma banca, vimos o seguinte título no jornal Fim de Semana: ¨Mãe mata filho por causa do caril de Vondo¨.
Estarrecidos, ficámos a pensar o que levava uma mãe a matar um filho por causa de um caril de Vondo. Entenda-se (e agora a resposta ao título) que Vondo é um rato de grandes proporcões, com orelhas de coelho, e focinho de toupeira. Por outras palavras, um bicho horrível e nojento. Contudo para uma mãe matar um filho por causa de um caril de VONDO, é porque o Vondo deve ser muito bom. Comecámos a conjecturar o porquê da morte do míudo. O míudo morreu porque não quis o caril de Vondo, ou morreu porque comeu todo o caril e não deixou nada para o pai? Após longas horas de discussão, e sem chegar a conclusão alguma, pensámos em criar um espaco de discussão sobre todos os assuntos, inclusivé aqueles que referenciem o Vondo, esse animal africano, afável e, ao fim e ao cabo, comestível.
Apesar do gracejo acerca da notícia, não queremos deixar de realcar a miséria em que vivem as pessoas em Mocambique e não só, e queremos através deste blog, de uma maneira informal, denunciar algumas dessas realidades. Cremos que a notícia do Vondo, apesar de algo anedótica é exemplo disso mesmo.
Estarrecidos, ficámos a pensar o que levava uma mãe a matar um filho por causa de um caril de Vondo. Entenda-se (e agora a resposta ao título) que Vondo é um rato de grandes proporcões, com orelhas de coelho, e focinho de toupeira. Por outras palavras, um bicho horrível e nojento. Contudo para uma mãe matar um filho por causa de um caril de VONDO, é porque o Vondo deve ser muito bom. Comecámos a conjecturar o porquê da morte do míudo. O míudo morreu porque não quis o caril de Vondo, ou morreu porque comeu todo o caril e não deixou nada para o pai? Após longas horas de discussão, e sem chegar a conclusão alguma, pensámos em criar um espaco de discussão sobre todos os assuntos, inclusivé aqueles que referenciem o Vondo, esse animal africano, afável e, ao fim e ao cabo, comestível.
Apesar do gracejo acerca da notícia, não queremos deixar de realcar a miséria em que vivem as pessoas em Mocambique e não só, e queremos através deste blog, de uma maneira informal, denunciar algumas dessas realidades. Cremos que a notícia do Vondo, apesar de algo anedótica é exemplo disso mesmo.