quarta-feira, novembro 26, 2003
Gabriel Garcia Marquez
Aqui fica um pequeno excerto de um texto pertencente a um dos maiores escritores contemporaneos. Quem desejar ler todo o texto (vale a pena...), poderá fazê-lo em http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.phtml?cod=6182&cat=Artigos
"(...) Aprendí que todo mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa. Aprendí que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão pela primeira vez o dedo do pai, o tem prisioneiro para sempre. Aprendí que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se. (...)"
"(...) Aprendí que todo mundo quer viver no cimo da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a escarpa. Aprendí que quando um recém-nascido aperta com sua pequena mão pela primeira vez o dedo do pai, o tem prisioneiro para sempre. Aprendí que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se. (...)"
Prova de amor...
Todos quantos simpaticamente nos acompanham, sabem certamente que o nosso Blogue nasceu da reunião de um grupo de emigrantes Portugueses em Moçambique. Por isso, não nos podemos alhear da nossa realidade de origem (Portugal), nem da nossa realidade actual (Moçambique). Neste intenso país Africano, surgiu uma história VERÍDICA que passamos a contar, apenas ocultando, por razões óbvias, a identidade dos intervenientes.
Um dilecto amigo do Vondo, viveu um candente e meteórico idílio amoroso com uma rapariga local (após um engate que chegou a exceder os quinze minutos...). Depois de uma intensa noite de sexo (para os mais curiosos, comunicamos que não conhecemos todos os contornos dessa maratona sexual, mas, segundo o envolvido, a rapariga “era tecnicamente muito má (...) uma desilusão.”), a menina, com o seu ar trigeiro, deitada na cama e vestida como veio ao mundo, inicia a seguinte conversa:
- ´Mor, ´tou a pedir uma prova de amor.
- Uma prova de amor?!
- Sim! Preciso de uma prova de amor...
Ora, o nosso “guerreiro”, uma vez que já os tinha esvaziado (perdoe-se-nos a brejeirice...), estava pouco virado para essas tretas, no entanto...
- Ok, em que é que estás a pensar?
- Quero que tu me vejas a cagar...
Herman José (doravante HJ), há uns tempos, dizia que quando queremos perder a atracção por uma gaja boa, devemos imaginá-la a cagar (claro que não sabemos o que é que HJ entende por “gaja boa”, mas isso é lá com ele... nós, no Vondo, fazemos uma interpretação literal). Ora, não estamos em condições de concluir pela veracidade da afirmação de HJ, nem sequer se terá tido alguma influência nos acontecimentos mencionados, mas há que reflectir...
Realmente, só sendo muito estúpido, coprofago ou verdadeiramente apaixonado (sim, as semelhanças entre o apaixonado e o estúpido, a ver por muitas das atitudes tomadas, são imensas...) poderá levar alguém a anuir a tal pedido. Para que conste, o envolvido não aceitou... Hoje, este homem (outrora jovial e alegre), encontra-se profundamente amargurado, deprimido e envolvido em questões metafísicas, não parando de se questionar sobre a sordidez da natureza humana.
Cagando estava a dama mais formosa,
E nunca se viu cu de tanta alvura;
Porém o ver cagar a formosura
Mete nojo à vontade mais gulosa!
Manuel Maria Barbosa du Bocage
Um dilecto amigo do Vondo, viveu um candente e meteórico idílio amoroso com uma rapariga local (após um engate que chegou a exceder os quinze minutos...). Depois de uma intensa noite de sexo (para os mais curiosos, comunicamos que não conhecemos todos os contornos dessa maratona sexual, mas, segundo o envolvido, a rapariga “era tecnicamente muito má (...) uma desilusão.”), a menina, com o seu ar trigeiro, deitada na cama e vestida como veio ao mundo, inicia a seguinte conversa:
- ´Mor, ´tou a pedir uma prova de amor.
- Uma prova de amor?!
- Sim! Preciso de uma prova de amor...
Ora, o nosso “guerreiro”, uma vez que já os tinha esvaziado (perdoe-se-nos a brejeirice...), estava pouco virado para essas tretas, no entanto...
- Ok, em que é que estás a pensar?
- Quero que tu me vejas a cagar...
Herman José (doravante HJ), há uns tempos, dizia que quando queremos perder a atracção por uma gaja boa, devemos imaginá-la a cagar (claro que não sabemos o que é que HJ entende por “gaja boa”, mas isso é lá com ele... nós, no Vondo, fazemos uma interpretação literal). Ora, não estamos em condições de concluir pela veracidade da afirmação de HJ, nem sequer se terá tido alguma influência nos acontecimentos mencionados, mas há que reflectir...
Realmente, só sendo muito estúpido, coprofago ou verdadeiramente apaixonado (sim, as semelhanças entre o apaixonado e o estúpido, a ver por muitas das atitudes tomadas, são imensas...) poderá levar alguém a anuir a tal pedido. Para que conste, o envolvido não aceitou... Hoje, este homem (outrora jovial e alegre), encontra-se profundamente amargurado, deprimido e envolvido em questões metafísicas, não parando de se questionar sobre a sordidez da natureza humana.
Cagando estava a dama mais formosa,
E nunca se viu cu de tanta alvura;
Porém o ver cagar a formosura
Mete nojo à vontade mais gulosa!
Manuel Maria Barbosa du Bocage
Feminismo.
Desde logo, a palavra irrita-me solenemente, mas não tanto como a forma por que é commumente entendida. Se “machismo” é pejorativo, porque não o há-de ser o “feminismo”? Naturalmente, serei o primeiro a concordar com a não discriminação sexual e não menos com a salvaguarda dos naturais papéis que caberão, distintamente, a homens e mulheres. Por isso, concordo que haverá um núcleo intocável, como seja, o papel cavalheiresco que sempre foi atribuído aos homens (ainda que só alguns o pratiquem) e que certamente deverá ser preservado, sendo que de forma alguma ofende a desejável equiparação social entre os sexos. Ora, até aqui tudo bem! Mas, volto a referir que não consigo perceber essa treta do feminismo ser símbolo de luta pela igualdade, quando as feministas pretendem tudo menos isso (v.g. a batalha que travam pela atribuição de quotas políticas em virtude do sexo, contrariando e ofendendo a meritocracia). Em rigor, pretendem ser beneficiadas e não hesitam em apelidar os que discordam (quer seja fundamentadamente ou não) de “machistas” e “retrógrados”. É verdade! Não se pode contrariar os sapientes desígnios destas “senhoras!
Caros leitores (se é que tenho algum...), trago isto à liça, na sequência duma notícia veiculada na televisão e que dá conta dum concurso organizado pela “Playboy” em terras Israelitas. Ao que parece, pretende-se encontrar uma moça “prendada”, para lhe proporcionar rios de dinheiro (muita sarapitola adolescente e não só...), em troca do deleite que é proporcionado pela visão dos seus dotes naturais. Asseveram as feministas, que tudo isto é um achincalhamento da mulher, perpetrado por esses insensíveis homens, para gáudio deles mesmos. Quanto ao gáudio, concordo (mas isso sou eu, outros como eu e algumas lésbicas), no mais que afirmam, sou obrigado a discordar. A meu ver e desde já, ninguém as obrigou. Depois, estavam com um ar muito satisfeito. Por último, é curioso verificar que o júri que as avaliou era composto por homens e muitas mulheres (certamente dissidentes do movimento, ou, então, foram outrora gajas boas e não estão ressabiadas...).
Se as mulheres sempre usaram os seus dotes para atrair e seduzir os homens, para que ocultar tal (saudável) evidência? Mais, em rigor, as feministas deviam estar contentes. Na realidade, quem vai fazer figura de parvo não vão ser as mulheres, mas sim todos quantos, no recanto do lar (ou noutro local qualquer), se vão agarrar ao mastro com o maior dos afãs, numa clara atitude auto-prazenteira, ao invés de sair para a rua em busca de auxílio para a causa.
Pergunto eu: quantas dessas jovens afoitas não irão exultar por saber que as revistas que as mostram ficarão cheias de “carícias”? Ou, mais modernamente, não ficarão contentes por saber que a pantalha da televisão em que se pavoneiam irá ficar bem mais esbranquiçada?
Aliás, acaso esquecem essas “senhoras”, que também existem concursos de beleza masculina? Terão reflectido no ridículo que seria os “machistas” fazerem uma manifestação (tipo “gay pride”, versão máscula) em defesa desses explorados?
Já agora, não será também uma exploração tudo o que acontece com os pobres coitados que contracenam com as “playgirls”(que, perante tanta qualidade, têm de simular sem introduzir)? E o que dizer dos actores porno? E dos strippers (que têm de aguentar com as velhas de Cascais)?
P.S.: Bem sei que isto mais parece escrito pelo “meu pipi”, mas que se foda! Agora já está!
Caros leitores (se é que tenho algum...), trago isto à liça, na sequência duma notícia veiculada na televisão e que dá conta dum concurso organizado pela “Playboy” em terras Israelitas. Ao que parece, pretende-se encontrar uma moça “prendada”, para lhe proporcionar rios de dinheiro (muita sarapitola adolescente e não só...), em troca do deleite que é proporcionado pela visão dos seus dotes naturais. Asseveram as feministas, que tudo isto é um achincalhamento da mulher, perpetrado por esses insensíveis homens, para gáudio deles mesmos. Quanto ao gáudio, concordo (mas isso sou eu, outros como eu e algumas lésbicas), no mais que afirmam, sou obrigado a discordar. A meu ver e desde já, ninguém as obrigou. Depois, estavam com um ar muito satisfeito. Por último, é curioso verificar que o júri que as avaliou era composto por homens e muitas mulheres (certamente dissidentes do movimento, ou, então, foram outrora gajas boas e não estão ressabiadas...).
Se as mulheres sempre usaram os seus dotes para atrair e seduzir os homens, para que ocultar tal (saudável) evidência? Mais, em rigor, as feministas deviam estar contentes. Na realidade, quem vai fazer figura de parvo não vão ser as mulheres, mas sim todos quantos, no recanto do lar (ou noutro local qualquer), se vão agarrar ao mastro com o maior dos afãs, numa clara atitude auto-prazenteira, ao invés de sair para a rua em busca de auxílio para a causa.
Pergunto eu: quantas dessas jovens afoitas não irão exultar por saber que as revistas que as mostram ficarão cheias de “carícias”? Ou, mais modernamente, não ficarão contentes por saber que a pantalha da televisão em que se pavoneiam irá ficar bem mais esbranquiçada?
Aliás, acaso esquecem essas “senhoras”, que também existem concursos de beleza masculina? Terão reflectido no ridículo que seria os “machistas” fazerem uma manifestação (tipo “gay pride”, versão máscula) em defesa desses explorados?
Já agora, não será também uma exploração tudo o que acontece com os pobres coitados que contracenam com as “playgirls”(que, perante tanta qualidade, têm de simular sem introduzir)? E o que dizer dos actores porno? E dos strippers (que têm de aguentar com as velhas de Cascais)?
P.S.: Bem sei que isto mais parece escrito pelo “meu pipi”, mas que se foda! Agora já está!
terça-feira, novembro 18, 2003
Os pseudo-intelectuais do ciberespaço...
Circulando pelo ciberespaço, encontrei um blog onde se plasma o seguinte:
Lendo os blogues: os de “direita” estão, nestes dias, explicativos, citacionais, sottovoce e pedagógicos; os de “esquerda” cheios de ácido e bragadoccio. Como se uns procurassem a sua razão perdida e os outros alimentassem a sua paixão em perda. No meio, navegam aqueles a que eu chamo os “blogues calmos”: os que, também nestes dias, têm menos “miedo de naufragar.
Mas, o que é esta merda!? Que raio de lenga-lenga apaneleirada é esta!? Então agora temos todos de ser pseudo-intelectuais-amaricados? "Razão perdida"? "Paixão em perda"? Não, caro amigo, assumimos os nossos ideais, porque não nos furtamos às críticas e porque acreditamos convictamente no que defendemos; não temos das críticas receio, porque convencidos estamos que, com calma e argumentação, conseguimos fazer valer o nosso ponto de vista. Um bloque é um lugar tão bom como qualquer outro para fazer o que fazemos e tão mais rico ficará, quanto mais diferentes forem as tendências politicas, sociais, deportivas e religiosas que comporta no seu âmago. Cá para nós, parece bem mais correcto assumir as nossas tendências abertamente - chama-se honestidade.
Lendo os blogues: os de “direita” estão, nestes dias, explicativos, citacionais, sottovoce e pedagógicos; os de “esquerda” cheios de ácido e bragadoccio. Como se uns procurassem a sua razão perdida e os outros alimentassem a sua paixão em perda. No meio, navegam aqueles a que eu chamo os “blogues calmos”: os que, também nestes dias, têm menos “miedo de naufragar.
Mas, o que é esta merda!? Que raio de lenga-lenga apaneleirada é esta!? Então agora temos todos de ser pseudo-intelectuais-amaricados? "Razão perdida"? "Paixão em perda"? Não, caro amigo, assumimos os nossos ideais, porque não nos furtamos às críticas e porque acreditamos convictamente no que defendemos; não temos das críticas receio, porque convencidos estamos que, com calma e argumentação, conseguimos fazer valer o nosso ponto de vista. Um bloque é um lugar tão bom como qualquer outro para fazer o que fazemos e tão mais rico ficará, quanto mais diferentes forem as tendências politicas, sociais, deportivas e religiosas que comporta no seu âmago. Cá para nós, parece bem mais correcto assumir as nossas tendências abertamente - chama-se honestidade.
Maioria absoluta!?
Ferro Rodrigues pediu maioria absoluta nas legislativas de 2006, repetimos, Ferro Rodrigues pediu maioria absoluta nas legislativas de 2006!!! Mas, será que o homem enlouqueceu? É verdade que cada qual pede o que lhe aprouver, cabe aos destinatários avaliar a legitimidade do autor do pedido, as suas razões, as circunstâncias e conteúdo do referido pedido (e estamos convencidos que os Tugas vão saber dar uma resposta cabal a este disparate). Ora, também nos parece óbvio que o actual governo tem, não raras vezes, cometido algumas tropelias circenses, mas, pedir maioria absoluta, na actual conjuntura, é demência. Fazer tal pedido, nas circunstâncias em que o faz, só demonstra que o líder socialista está realmente a ficar senil. Em rigor, Ferro Rodrigues, só demonstra que não é razoavel e um homem irrazoável não pode (leia-se, por razões óbvias, não deve) ser líder de um país, muito menos fazê-lo com total margem de manobra. Já nos basta o que temos!...
Selecção nacional.
Luís Filipe Scolari nunca deveria ter sido designado seleccionador nacional. É verdade! A selecção joga mal. É verdade! Há muito betinho rico que nunca deveria ser chamado à selecção. É verdade! Quando não se esforçam devem ser apupados. É verdade! Mas, não será que devemos admitir que não temos a melhor selecção da Europa? Aliás, não será um acto de bom senso admitir que a selecção não faz sequer parte do top 5 Europeu? Claro que sim! A nosso ver, se o fizermos, poupamo-nos aquele triste espectáculo que os Aveirenses nos proprocionaram. Acaso joga o Beira-Mar à Real Madrid? Assobiam o Beira –Mar aos 5 minutos? Sinceramente, não percebemos qual o vosso termo de comparação e não entendemos onde foram desencantar essa altaneira arrogância (nem parecem do "meu" distrito...).
Dissemos e repetimos, a selecção não é a melhor, mas também não é a pior. Enoja-nos sobremaneira aquela teoria do “quando ganham, ganhamos; quando perdem, perderam...”. Claro que a maior parte dos que presenciaram o espectáculo são adeptos de ocasião, pouco conhecedores de futebol e, acima de tudo, pouco Portugueses. No entanto, daqui vos fazemos um apelo (e a todos como vocês):por favor, poupem o vosso dinheiro, deixem os verdadeiros amantes do futebol comprar os bilhetes e vejam os jogos em casa!
Se a selecção é sorumbática e amorfa, é porque é o espelho do seu público, demasiado pequeno para ser lutador e sofredor (no fundo, algumas das características que fomos perdendo e nos fazem ser o país que hoje somos...). Continuamos com uma mentalidade provinciana, continuamos a crer (e querer) que os “outros” é que são bons.
Fazendo eco com Rui Costa, parece que há para aí uma “moda do assobio” e a malta já vai para o estádio com esse fito. Ora, se assim é, porque é que lá vão? Gostam de ficar chateados? Ou será que é apenas uma forma de exorcisar as vossas inúmeras frustrações?
Parafraseando um falecido estadista “Cada nação tem a selecção que merece!”...
Dissemos e repetimos, a selecção não é a melhor, mas também não é a pior. Enoja-nos sobremaneira aquela teoria do “quando ganham, ganhamos; quando perdem, perderam...”. Claro que a maior parte dos que presenciaram o espectáculo são adeptos de ocasião, pouco conhecedores de futebol e, acima de tudo, pouco Portugueses. No entanto, daqui vos fazemos um apelo (e a todos como vocês):por favor, poupem o vosso dinheiro, deixem os verdadeiros amantes do futebol comprar os bilhetes e vejam os jogos em casa!
Se a selecção é sorumbática e amorfa, é porque é o espelho do seu público, demasiado pequeno para ser lutador e sofredor (no fundo, algumas das características que fomos perdendo e nos fazem ser o país que hoje somos...). Continuamos com uma mentalidade provinciana, continuamos a crer (e querer) que os “outros” é que são bons.
Fazendo eco com Rui Costa, parece que há para aí uma “moda do assobio” e a malta já vai para o estádio com esse fito. Ora, se assim é, porque é que lá vão? Gostam de ficar chateados? Ou será que é apenas uma forma de exorcisar as vossas inúmeras frustrações?
Parafraseando um falecido estadista “Cada nação tem a selecção que merece!”...
A festa do Dragão...
Já não bastava chamarem ao novo estádio do FCP o “Estádio do Dragão” (porque é que não mantiveram a anterior designação? Aliás e em rigor, o estádio fica na zona das antas...) , ainda tivemos de assistir ao deprimente espectáculo de abertura.
Não vimos as festas de inauguração dos rivais do sul, pelo que não podemos comparar. Não obstante, gostavamos de saber o que terá passado pela cabeça de Pinto da Costa, levando-o a desembolsar uma maquia tremenda a fim de contratar o "Copperfield" Português (!). Para além daquela treta recalcada de acertar no resultado do jogo, tivemos de gramar com o gajo a brincar com cartas, em mais um pobre espectáculo de desinteressante magia (diga-se em abono da verdade, que valeu a pena ouvir o Pedro Burmester). Aliás, convenhamos que a única novidade foi ficarmos a saber que o "Copperfield" tem jeito para malabarismos (quem não exultou ao vê-lo fazer “slide” e “rappel”?).
No final, os mais fervorosos prosélitos do FCP apelidaram a festa de “sóbria”. Sinceramente... não sei em que momento da festa encontraram a sobriedade, àquilo que vi eu chamo palhaçada...
O FCP, o Porto e esse magnífico estádio mereciam melhor.
P.S.: Aproveitamos o ensejo e incitamo-vos a vistar os seguintes sites: www.luisdematos.pt / www.davidcopperfield.com.
Primeiro, vejam como o Copperfield, abusivamente, imita o Luís. Segundo, tentem aguentar a introdução do site do Luís de Matos até ao fim, pois que, se o comprovarem, o Vondo oferece-vos um prémio-surpresa.
Não vimos as festas de inauguração dos rivais do sul, pelo que não podemos comparar. Não obstante, gostavamos de saber o que terá passado pela cabeça de Pinto da Costa, levando-o a desembolsar uma maquia tremenda a fim de contratar o "Copperfield" Português (!). Para além daquela treta recalcada de acertar no resultado do jogo, tivemos de gramar com o gajo a brincar com cartas, em mais um pobre espectáculo de desinteressante magia (diga-se em abono da verdade, que valeu a pena ouvir o Pedro Burmester). Aliás, convenhamos que a única novidade foi ficarmos a saber que o "Copperfield" tem jeito para malabarismos (quem não exultou ao vê-lo fazer “slide” e “rappel”?).
No final, os mais fervorosos prosélitos do FCP apelidaram a festa de “sóbria”. Sinceramente... não sei em que momento da festa encontraram a sobriedade, àquilo que vi eu chamo palhaçada...
O FCP, o Porto e esse magnífico estádio mereciam melhor.
P.S.: Aproveitamos o ensejo e incitamo-vos a vistar os seguintes sites: www.luisdematos.pt / www.davidcopperfield.com.
Primeiro, vejam como o Copperfield, abusivamente, imita o Luís. Segundo, tentem aguentar a introdução do site do Luís de Matos até ao fim, pois que, se o comprovarem, o Vondo oferece-vos um prémio-surpresa.
quarta-feira, novembro 12, 2003
Desespero Americano...
Antes do mais, convém referir que estamos longe de ser anti-americanos e muito menos queremos ser conotados com as abjectas opiniões dessa criatura que dá pelo nome de Louçã. Não obstante, como espíritos independentes que somos, alguns acontecimentos cativaram a nossa atenção:
Jessica Lynch, a última pseudo-heroína criada pela administração Americana, aparece, ela própria, a escrever um livro que desmente toda a versão oficial (afinal, ainda há esperança nos E.U.A.).
Por outro lado, nunca a popularidade de um líder Americano foi tão baixa junto dos seus aliados e, mais concretamente, junto dos Britânicos.
Concomitantemente, diz a administração Americana que a Al Qayda, está congeminar um ataque a Meca (?), em pleno Ramadão (?)... Ora, sem sombra de dúvida, voltá¡mos aos tempos do terrorismo de Estado (se é que houve alguma interrupção nesta prática...). Vejamos: a maior força dos movimentos terroristas, a par da falta de senso Ocidental, é a força que possuem junto da nação Àrabe. Se assim é, como cremos ser, como aceitar as declarações dos Norte-Americanos? Simples, estão desesperados! Pior, avaliam o mundo pela sua própria bitola: a da estupidez... Caberá na cabeça de alguém acreditar que a Al Qayda vai atacar o seu símbolo de resistência? Aceitará alguém (de bom senso) que se preparam para atacar os seus irmãos Àrabes, perdendo, dessa feita, muito do apoio em que alicercam a sua resistência? Serão assim tão néscios ao ponto de darem tal benesse aos Americanos? Claro que não! Caro Bush, ninguém caí nessa!!! A não ser que fossem Americanos, mas não são... É tal o desespero, que, mais uma vez, se antevê um ataque "cirúrgico" (do tipo dos perpetrados nos anos setenta) como forma de atrair apoio para uma causa perdida que, de outra forma, nunca concitaria qualquer apoio da nação Àrabe ou da velha Europa. Na cabeça do Presidente Americano, pretende-se a mudança da opinião pública mundial... Dava jeito, não dava Sr. Bush?
P.S.: Para além de que aquela história do ataque na A. Saudita merece alguns esclarecimentos adicionais...
Jessica Lynch, a última pseudo-heroína criada pela administração Americana, aparece, ela própria, a escrever um livro que desmente toda a versão oficial (afinal, ainda há esperança nos E.U.A.).
Por outro lado, nunca a popularidade de um líder Americano foi tão baixa junto dos seus aliados e, mais concretamente, junto dos Britânicos.
Concomitantemente, diz a administração Americana que a Al Qayda, está congeminar um ataque a Meca (?), em pleno Ramadão (?)... Ora, sem sombra de dúvida, voltá¡mos aos tempos do terrorismo de Estado (se é que houve alguma interrupção nesta prática...). Vejamos: a maior força dos movimentos terroristas, a par da falta de senso Ocidental, é a força que possuem junto da nação Àrabe. Se assim é, como cremos ser, como aceitar as declarações dos Norte-Americanos? Simples, estão desesperados! Pior, avaliam o mundo pela sua própria bitola: a da estupidez... Caberá na cabeça de alguém acreditar que a Al Qayda vai atacar o seu símbolo de resistência? Aceitará alguém (de bom senso) que se preparam para atacar os seus irmãos Àrabes, perdendo, dessa feita, muito do apoio em que alicercam a sua resistência? Serão assim tão néscios ao ponto de darem tal benesse aos Americanos? Claro que não! Caro Bush, ninguém caí nessa!!! A não ser que fossem Americanos, mas não são... É tal o desespero, que, mais uma vez, se antevê um ataque "cirúrgico" (do tipo dos perpetrados nos anos setenta) como forma de atrair apoio para uma causa perdida que, de outra forma, nunca concitaria qualquer apoio da nação Àrabe ou da velha Europa. Na cabeça do Presidente Americano, pretende-se a mudança da opinião pública mundial... Dava jeito, não dava Sr. Bush?
P.S.: Para além de que aquela história do ataque na A. Saudita merece alguns esclarecimentos adicionais...
quinta-feira, novembro 06, 2003
The Big Cheese VS The Big Apple
Uma vez, regressava eu de uma viagem à bela ilha da Inhaca. Era fim do dia e o sol estava a fujir para o seu merecido descanso, depois de um dia de trabalho duro. Olhei em direcção à terra e o que vi foi fascinante. Tinha à minha frente uma cidade, Maputo, cheia de prédios altos, com um aspecto europeu e até nova-iorquino, recortados num ceu escarlate de tal beleza como só em africa pode ser encontrado. Então pensei: O que falta a esta cidade para ser comparável a outras como Nova Iorque, Paris, Londres...? Vocês sabem? Pode faltar muita coisa mas certamente não tem uma que é comum às outras cidades... uma alucunha, álias, cognome... Sim, Paris é a Cidade da Luz e do Amor, Londres é a Cidade do Big Ben, da Realeza, Nova Iorque é a Big Apple! Então comecei à procura de uma alcunha que fizesse justiça à Cidade do Maputo. E cheguei a um nome que assenta que nem uma luva a esta cidade... "The Big Cheese"!
O que é que acham? Não concordam? Vejamos se não assenta... quando falamos de queijo qual é a imagem mais comum a todas as pessoas? Ou pelo menos a maioria? Um quijo cheio de buracos e com um cheiro forte e caracteristico... Olhem para a cidade... o que é vêm nas estradas? o que cheiram nas esquinas? (OK! Neste momento não é bem assim em alguns sitios, simplesmente porque estamos em campanha eleitoral para as Autarquicas! Mas só por isso!!) As ruas estão cheias de buracos e chegam a tal ponto que por vezes é mais corecto dizer que os buracos têm alguns bocados de rua!!! O cheiro chega a ser tão intenso que muitas vezes temos que aguentar a respiração! Por vezes chega a haver montanhas de lixo nas esquinas!
O objectivo de meu humilde texto, não é falar das Eleções Autarquicas, mas já que abri esse precedente umas linhas acima, vou só dar mais uma achega, à qual não consigo resistir... O outro dia um amigo contou-me uma situação que no mínimo posso considerar patética: Ora um outro amigo comum ao chegar à sua residência encontro os guardas do seu prédio em amena cavaqueira e a rirem-se. Cheio de curiosidade perguntou-lhes qual é que era a piada? De seguida responderam que nas ultimas 2 horas já tinham passado pelo menos 4 camiões de recolha do lixo novos e todos tentavam esvaziar o mesmo contentor. Isto tem a sua piada mas parece simplesmente um problema de coordenação, só que o normal é passar-se semánas e o camião do lixo nem sombra e quando vem, é um camião velho. Fico contente por a Edilidade da Cidade ter feito um investimento na Saude Pública, mas não deixa de ser curioso este tipo de "investimentos" acontecerem sempre perto das eleições!
Voltando ao tema principal, e prometo que não vou fazer mais desvios! Outra imagem normalmente associada ao queijo é o rato. Uma coisa tenho eu a certeza, ratos e ratazanas já temos que chege por aqui! (Vondo não estava a falar de ti... OK? Todos nós por aqui gostamos muito de ti!!). Se temos ratos temos obviamente gatos e certamente cães! Só que como estes animais alimentam-se do lixo não se dão a trabalho de caçar!!
O que é que acham? Não concordam? Vejamos se não assenta... quando falamos de queijo qual é a imagem mais comum a todas as pessoas? Ou pelo menos a maioria? Um quijo cheio de buracos e com um cheiro forte e caracteristico... Olhem para a cidade... o que é vêm nas estradas? o que cheiram nas esquinas? (OK! Neste momento não é bem assim em alguns sitios, simplesmente porque estamos em campanha eleitoral para as Autarquicas! Mas só por isso!!) As ruas estão cheias de buracos e chegam a tal ponto que por vezes é mais corecto dizer que os buracos têm alguns bocados de rua!!! O cheiro chega a ser tão intenso que muitas vezes temos que aguentar a respiração! Por vezes chega a haver montanhas de lixo nas esquinas!
O objectivo de meu humilde texto, não é falar das Eleções Autarquicas, mas já que abri esse precedente umas linhas acima, vou só dar mais uma achega, à qual não consigo resistir... O outro dia um amigo contou-me uma situação que no mínimo posso considerar patética: Ora um outro amigo comum ao chegar à sua residência encontro os guardas do seu prédio em amena cavaqueira e a rirem-se. Cheio de curiosidade perguntou-lhes qual é que era a piada? De seguida responderam que nas ultimas 2 horas já tinham passado pelo menos 4 camiões de recolha do lixo novos e todos tentavam esvaziar o mesmo contentor. Isto tem a sua piada mas parece simplesmente um problema de coordenação, só que o normal é passar-se semánas e o camião do lixo nem sombra e quando vem, é um camião velho. Fico contente por a Edilidade da Cidade ter feito um investimento na Saude Pública, mas não deixa de ser curioso este tipo de "investimentos" acontecerem sempre perto das eleições!
Voltando ao tema principal, e prometo que não vou fazer mais desvios! Outra imagem normalmente associada ao queijo é o rato. Uma coisa tenho eu a certeza, ratos e ratazanas já temos que chege por aqui! (Vondo não estava a falar de ti... OK? Todos nós por aqui gostamos muito de ti!!). Se temos ratos temos obviamente gatos e certamente cães! Só que como estes animais alimentam-se do lixo não se dão a trabalho de caçar!!
Discurso
A partir de hoje, o Vondo vai passar a colocar excertos de discursos famosos (ou nem por isso). Atendendo à classe política que temos, o que segue parece-me verdadeiramente apropriado. Julguem vocês...
"(...) por muito pouco estou preso à roda da fortuna, nem falta me fizeram nunca lugares rendosos, riquezas, sustentações. E para ganhar, na modéstia a que me habituei e em que posso viver, o pão de cada dia, não tenho de enredar-me na trama dos negócios ou em comprometedoras solidariedades. Sou um homem independente.
Nunca tive os olhos postos em clientelas políticas nem procurei formar partido que me apoiasse mas em paga do seu apoio me definisse a orientação e os limites da acção governativa. Nunca lisonjeei os homens ou as massas, diante de quem tantos se curvam no mundo de hoje, em subserviências que são uma hipocrisia ou uma abjecção. Se lhes defendo tenazmente os interesses, se me ocupo das reivindicações dos humildes, é pelo mérito próprio e imposição da minha consciência de governante, não pelas ligações partidárias ou compromissos eleitorais que me estorvem. Sou, tanto quanto se pode ser, um homem livre.
Jamais empregarei o insulto ou a agressão de modo que homens dignos se considerassem impossibilitados de colaborar. (...) esforcei-me sempre por demonstrar como de pouco valiam as qualidades dos homens contra a força implacável dos erros que se viam obrigados a servir. E não é minha a culpa se (...) eles próprios continuam a apresentar-se como inteiramente responsáveis do anterior descalabro, visto teimarem em proclamar a bondade dos princípios e a sua correcta aplicação à Nação Portuguesa. Fui humano. (...)"
"(...) por muito pouco estou preso à roda da fortuna, nem falta me fizeram nunca lugares rendosos, riquezas, sustentações. E para ganhar, na modéstia a que me habituei e em que posso viver, o pão de cada dia, não tenho de enredar-me na trama dos negócios ou em comprometedoras solidariedades. Sou um homem independente.
Nunca tive os olhos postos em clientelas políticas nem procurei formar partido que me apoiasse mas em paga do seu apoio me definisse a orientação e os limites da acção governativa. Nunca lisonjeei os homens ou as massas, diante de quem tantos se curvam no mundo de hoje, em subserviências que são uma hipocrisia ou uma abjecção. Se lhes defendo tenazmente os interesses, se me ocupo das reivindicações dos humildes, é pelo mérito próprio e imposição da minha consciência de governante, não pelas ligações partidárias ou compromissos eleitorais que me estorvem. Sou, tanto quanto se pode ser, um homem livre.
Jamais empregarei o insulto ou a agressão de modo que homens dignos se considerassem impossibilitados de colaborar. (...) esforcei-me sempre por demonstrar como de pouco valiam as qualidades dos homens contra a força implacável dos erros que se viam obrigados a servir. E não é minha a culpa se (...) eles próprios continuam a apresentar-se como inteiramente responsáveis do anterior descalabro, visto teimarem em proclamar a bondade dos princípios e a sua correcta aplicação à Nação Portuguesa. Fui humano. (...)"
Vida de estudante.
O Vondo saiu à rua e foi saber o que pensam os estudantes Universitários Portugueses das propinas. Na Ladeira das Alpenduradas, deitado no chão, encontramos um desses especimes que perpetuam o espírito de Abril. Depois de 6 cafés e dois banhos de água fria..
- Qual o curso que frequenta?
- Literatura Portuguesa.
- Em que ano está?
- (Risos) Eh pá, já cá ando há seis anos, mas ainda não passei do primeiro (mais risos)... Ando com a cabeça muito ocupada... Temos de lutar contra o regime autoritário que nos amordaça...
- Ok, diga-nos: porque é que não quer pagar propinas?
- Porque o governo não quer apostar na educação... E não pense que isto é uma decisão leviana. Eu e os camaradas estivemos várias horas reunidos num café, discutimos as alternativas e chegámos à conclusão que acreditamos verdadeiramente na contestação... A LUTA CONTINUA!
- Pois, pois, tenha calma... Mas, não pensa que os estudantes devem ser chamados a contribuir, obviamente, na medida das suas possibilidades?
- ´Tás maluco, meu?! Tu deves ser do PP, pá! Qual pagar, qual carapuça... Pensas que é fácil ser estudante deslocado, a viver em condições precárias, quase sem dinheiro para comer?!
- Acreditamos que passe muitas dificuldades... No entanto, não podemos deixar de pensar que andam a exagerar um bocadito... Não acha?
- Olhe, se não fosse o facto de viver numa residência, ´tava fodido!
- Ah, pelo menos não paga alojamento!
- É o que me vale. Sim, porque com a contribuiçãozita mensal que o governo me dá, bem que andava a arrumar carros para conseguir sobreviver neste mundo selvagem...
-Ai é!? Recebe um subsídio!? Pode-se saber qual o valor?
- Enfim, até tenho vergonha de tão ridiculo que é... quase irrisória... 400 Euros por mês... Acha que isto é vida?...
- Sem dúvida que assim quase não dá para se concentrarem nos estudos...
- Claro!!! Bem vê, é o que digo ao meu pai... Nestas condições, vejo-me obrigado a não comprar livros. Aliás, eu e os camaradas queremos protestar contra o preço dos livros...
- Mas... se não os compram?!...
- Sim, não os compramos. Mas, não o fazemos porque vivemos na penumbra. E, mesmo que o pudessemos fazer, não o fariamos! Temos que demonstrar o nosso desagrado contra a política do governo. Somos o futuro da nação!
- Isso é coragem... Sacrificam-se em nome de um ideal...
- Sempre! Seguimos o exemplo dos camaradas que nos antecederam. Tudo pela causa! Viva o camarada Estaline! Viva o camarada Mao! Viva a camarada Odete!
- Desculpe, mas há quem pense que vocês são um bando de mimados, que não estudam, bebem como o raio e fazem barulho para se sentirem interventivos, acha que isto tem fundamento?
- Ouve lá, já estás a abusar! Levas já duas chapadas... Há uns anos, já estavas com um pé na Sibéria, ouviste? A malta intervém, porque a malta ´tá activa e sabe o que quer... E se bebemos um pouco, é porque nos vemos obrigados, sabias?
- Mas, quem vos obriga?
- As circunstâncias em que vivemos e a influência capitalista... Vivermos precariamente, leva os camaradas a reunir constantemente e, as conclusões a que chegamos, levam-nos a afogar as amarguras na pinga... Não ´tá fácil! Para a lém de que a propaganda capitalista que nos apregoam, influencia-nos. Eles sabem que a juventude é influenciável e massacram-nos com os anúncios de cerveja. Cabrões!!! É o ópio do povo... Querem adormecer-nos, mas não vão conseguir... A LUTA CONTINUA!!!
- Confesso que estamos confusos... Então, se a cerveja é propaganda capitalista, porque é que a bebem?
- Para mostrar que não nos conseguem vergar...
- Então... e onde é que vão arranjar dinheiro?
- Nem queira saber, com muita dificuldade e sacrificio...
- Desculpe, mas há quem acuse a facção mais esquerdista da contestação de ser como o Dr. Louçã, é verdade?
- (Sorrisos) Claro que sim! Nem precisa pedir desculpa. É um orgulho ser comparado ao camarada.
- Pois, mas referiamo-nos ao facto de, tal como ele, mandarem umas postas de pescada sem sentido só para aparecerem na TV...
- Vês, vês!... Não ´tás a ser um gajo porreiro: Se não ´tivesse tão encharcado já te tinha feito a folha...
- Isso vem a propósito. Há quem diga que são pouco democráticos e que acham que têm sempre razão. Mais: há quem entenda que só fazem isto para não terem aulas e beberem uns canecos...
- Ganda mentiroso! A malta pensa, ouviste!?
- Sim, há alguns de vocês que se metem nestas cenas porque têm ambições políticas, não é?
- Eh, pá, já me tou a passar contigo!... Não falo convosco! Vocês estão enfeudados à lógica do capital... Xau!
- Mas, já vai?
- Eh pá, não falo mais contigo... Tenho um jantar com o meu pai na Quinta das Lágrimas...
- Já agora, qual a profissão do seu pai?
- Não tens nada a ver com isso, mas se queres saber, o cota é empresário.
- Ah, então certamente partilha da vossa luta, não é assim?
- Nada! Aliás, hoje vamos falar das dificuldades desta vida, a ver se é desta que ele percebe que não posso continuar a viver com a mesada que ele me dá... E garanto-te que é hoje que lhe explico que não posso continuar a viver com um carro em segunda mão...
- Ok, já percebemos que não vai pagar propinas e nem sequer tem medo das consequências...
- ´Tás parvo, é claro que vou pagar, meu! Se isto da contestação corre mal ainda me pôem é a bolir...
É dura a vida estudante...
- Qual o curso que frequenta?
- Literatura Portuguesa.
- Em que ano está?
- (Risos) Eh pá, já cá ando há seis anos, mas ainda não passei do primeiro (mais risos)... Ando com a cabeça muito ocupada... Temos de lutar contra o regime autoritário que nos amordaça...
- Ok, diga-nos: porque é que não quer pagar propinas?
- Porque o governo não quer apostar na educação... E não pense que isto é uma decisão leviana. Eu e os camaradas estivemos várias horas reunidos num café, discutimos as alternativas e chegámos à conclusão que acreditamos verdadeiramente na contestação... A LUTA CONTINUA!
- Pois, pois, tenha calma... Mas, não pensa que os estudantes devem ser chamados a contribuir, obviamente, na medida das suas possibilidades?
- ´Tás maluco, meu?! Tu deves ser do PP, pá! Qual pagar, qual carapuça... Pensas que é fácil ser estudante deslocado, a viver em condições precárias, quase sem dinheiro para comer?!
- Acreditamos que passe muitas dificuldades... No entanto, não podemos deixar de pensar que andam a exagerar um bocadito... Não acha?
- Olhe, se não fosse o facto de viver numa residência, ´tava fodido!
- Ah, pelo menos não paga alojamento!
- É o que me vale. Sim, porque com a contribuiçãozita mensal que o governo me dá, bem que andava a arrumar carros para conseguir sobreviver neste mundo selvagem...
-Ai é!? Recebe um subsídio!? Pode-se saber qual o valor?
- Enfim, até tenho vergonha de tão ridiculo que é... quase irrisória... 400 Euros por mês... Acha que isto é vida?...
- Sem dúvida que assim quase não dá para se concentrarem nos estudos...
- Claro!!! Bem vê, é o que digo ao meu pai... Nestas condições, vejo-me obrigado a não comprar livros. Aliás, eu e os camaradas queremos protestar contra o preço dos livros...
- Mas... se não os compram?!...
- Sim, não os compramos. Mas, não o fazemos porque vivemos na penumbra. E, mesmo que o pudessemos fazer, não o fariamos! Temos que demonstrar o nosso desagrado contra a política do governo. Somos o futuro da nação!
- Isso é coragem... Sacrificam-se em nome de um ideal...
- Sempre! Seguimos o exemplo dos camaradas que nos antecederam. Tudo pela causa! Viva o camarada Estaline! Viva o camarada Mao! Viva a camarada Odete!
- Desculpe, mas há quem pense que vocês são um bando de mimados, que não estudam, bebem como o raio e fazem barulho para se sentirem interventivos, acha que isto tem fundamento?
- Ouve lá, já estás a abusar! Levas já duas chapadas... Há uns anos, já estavas com um pé na Sibéria, ouviste? A malta intervém, porque a malta ´tá activa e sabe o que quer... E se bebemos um pouco, é porque nos vemos obrigados, sabias?
- Mas, quem vos obriga?
- As circunstâncias em que vivemos e a influência capitalista... Vivermos precariamente, leva os camaradas a reunir constantemente e, as conclusões a que chegamos, levam-nos a afogar as amarguras na pinga... Não ´tá fácil! Para a lém de que a propaganda capitalista que nos apregoam, influencia-nos. Eles sabem que a juventude é influenciável e massacram-nos com os anúncios de cerveja. Cabrões!!! É o ópio do povo... Querem adormecer-nos, mas não vão conseguir... A LUTA CONTINUA!!!
- Confesso que estamos confusos... Então, se a cerveja é propaganda capitalista, porque é que a bebem?
- Para mostrar que não nos conseguem vergar...
- Então... e onde é que vão arranjar dinheiro?
- Nem queira saber, com muita dificuldade e sacrificio...
- Desculpe, mas há quem acuse a facção mais esquerdista da contestação de ser como o Dr. Louçã, é verdade?
- (Sorrisos) Claro que sim! Nem precisa pedir desculpa. É um orgulho ser comparado ao camarada.
- Pois, mas referiamo-nos ao facto de, tal como ele, mandarem umas postas de pescada sem sentido só para aparecerem na TV...
- Vês, vês!... Não ´tás a ser um gajo porreiro: Se não ´tivesse tão encharcado já te tinha feito a folha...
- Isso vem a propósito. Há quem diga que são pouco democráticos e que acham que têm sempre razão. Mais: há quem entenda que só fazem isto para não terem aulas e beberem uns canecos...
- Ganda mentiroso! A malta pensa, ouviste!?
- Sim, há alguns de vocês que se metem nestas cenas porque têm ambições políticas, não é?
- Eh, pá, já me tou a passar contigo!... Não falo convosco! Vocês estão enfeudados à lógica do capital... Xau!
- Mas, já vai?
- Eh pá, não falo mais contigo... Tenho um jantar com o meu pai na Quinta das Lágrimas...
- Já agora, qual a profissão do seu pai?
- Não tens nada a ver com isso, mas se queres saber, o cota é empresário.
- Ah, então certamente partilha da vossa luta, não é assim?
- Nada! Aliás, hoje vamos falar das dificuldades desta vida, a ver se é desta que ele percebe que não posso continuar a viver com a mesada que ele me dá... E garanto-te que é hoje que lhe explico que não posso continuar a viver com um carro em segunda mão...
- Ok, já percebemos que não vai pagar propinas e nem sequer tem medo das consequências...
- ´Tás parvo, é claro que vou pagar, meu! Se isto da contestação corre mal ainda me pôem é a bolir...
É dura a vida estudante...
segunda-feira, novembro 03, 2003
Violência pedonal.
Deitado no meu desconfortável sofá (tem umas almofadas muito esquisitas e um gajo não se pode mexer porque elas deslocam-se e fico todo torto e sentado na madeira, é do caralho...), na minha mansão sita em Maputo, com uma “puta” duma ressaca (ou não fosse sábado e não estivesse eu na convalescença das consequências das cargas etílicas do dia anterior...) e a passar os meus lindos olhos pelos blogs “o meu pipi” e “o gato fedorento (que, já agora, aconselho vivamente). Estava nisto, dizia eu , quando, ao ler uma crónica sobre “Os empata-passeios, para quando legislação?”, me apercebo que as nossas incursões pedonais estão a ficar cada vez mais perigosas. Provavelmente estão a pensar que me refiro à criminalidade... Não, porra!!! Vivo em Moçambique... Aqui não há crime... Refiro-me, isso sim, aos encontrões que sofro sempre que me dirijo à rua. Como sabem, em Moçambique, conduz-se do lado esquerdo da estrada. Não sei se é por isso (ou se por eu ser pequeno e causar nos outros um incontrolável desejo de me empurrar...), mas sempre que me cruzo com alguém nos passeios Maputenses, para evitar embates, desloco-me ligeiramente para a direita. Ora, os transeuntes que me ficam pela frente, fazem o movimento inverso, isto é, guinam para a esquerda. O embate é inevitável... e desagradável na maior parte dos casos (excluo, por razões óbvias, os choques frontais com os “air bags” das indianas e das mulatas... Ok, confesso! Aí sou eu que provoco a colisão...). Estou farto!!! Um gajo sai de casa e já está stressado. Sabe que cada metro de rua é acompanhado por dezenas de empurrões... Foda-se... Não será possível evitarem esta merda??? Digam-me: é por influencia das regras de trânsito ou apenas porque não gostam de mim? E passa-se só comigo ou também acontece convosco, caros concidadãos? Talvez porque sou destro, talvez porque aprendi a conduzir à direita, a verdade é que não consigo deixar de guinar nesse sentido. Ok, reconheço que neste momento devem estar a exclamar: “Foda-se!!! Mudaste de país, tivesses mudado de hábitos!...”. Mas, para que conste, já não é a primeira vez que, apercebendo-me da inevitabilidade do embate, guino à direita e páro, mas... não adianta!!! O meu oponente pedonal avança sobranceira e ameaçadoramente na minha direcção e mais nada! E nem pede desculpa... Será que sou eu que estou a ficar implicativo?...