quarta-feira, dezembro 10, 2003
Esclarecimento.
Para todos quantos manifestaram desagrado ou discordância com o que escrevi sobre as declarações do Sr. Gilberto Gil (e porque tenho por todos eles um enorme respeito), aqui vai um pequeno esclarecimento:
a) Quando digo que me orgulho da nossa história, do bom e do mau, quero dizer que me orgulho da nossa história como um todo e não nego, mas também não renego, o que de mau fizemos. Obviamente, reconheço que cometemos muitos erros, mas não me cabe assumir responsabilidades (tal como também não busco os louros pelos méritos dos meus antepassados). Aceito-os e reconheço-os, mas não me responsabilizem! Aliás, se dependesse de mim, nunca se teriam verificado tais erros, mas não depende...
Seja como for, não podemos dissociar as nossas atitudes passadas do circunstancialismo histórico que as proporcionou, nem sequer da consciência colectiva que as permitiu. Mais: relativamente à colonização do Brasil, não posso estar mais em desacordo com o veiculado pelo Sr. G. Gil. Não obstante, ele tem a opinião dele e eu a minha (divergências de entendimento sobre esta questão sempre existiram e sempre existirão; não é assim tão linear analisar factos históricos...).
b) Quando comparados com outros povos em idênticas épocas históricas, podemos concluir que sempre fomos os mais brandos (vide Carta de Pêro Vaz de Caminha). Claro que isto não apaga os erros, mas torna-os menos pesados quando colocados circunstancial, casuistica e comparativamente.
c) E quanto à forma intempestiva que caracterizou o nosso comentário, diga-se que o nosso espírito está confortado ao saber que este blogue não pretende ser moderado (não teria tanta piada) e não é certamente um pólo norteador da opinião pública. Tudo o que foi escrito, foi plasmado conscientemente, mas sem grandes preocupações de rigor (que não fosse o respeito à nossa consciência ofendida...). Apenas se pretendeu demonstrar o quanto nos sentimos incomodados com tal situação...
d) A atitude que nos revoltou, não foi a opinião do Sr. G. Gil (afinal, comum à opinião de tantos Brasileiros e, porque não dizê-lo, comungada por tantos Portugueses), pois que, repetimos, todos temos direito à nossa opinião e à leitura dos factos históricos que nos antecederam. O que entendemos ser execrá¡vel, á a hipocrisia que envolve toda esta situação. Trata-se de uma visita OFICIAL do Brasil a Moçambique! Não sei a que propósito fomos chamados à colação! Não compreendo (e daí talvez compreenda, mas isso é problema meu...) o porquê do veicular desta opinião, proferida num tom sobranceiro, ofensivo (e de veracidade, quando menos, duvidosa) e envolta num ambiente perfeitamente desapropriado. A visita visava discutir assuntos de natureza economica e social entre Brasil e Moçambique. Mas, o que ficou do encontro, foi a assunção do ministro do Brasil de todo o seu desdém pelo povo Português. Repito: não por manifestar a sua opinião, mas sim por fazê-lo oficialmente, num país estrangeiro e num tom provocatório.
e) Acrescentando ao que vem dito, note-se que renegar a língua Portuguesa (ao assumir que fala Brasileiro) parece-nos objectivamente ofensivo (e não só por ter sido proferido num tom provocatório), uma necessidade quase infantil de assumir uma independência completa da influência Portuguesa.
f) Assumamos (TODOS) os erros e méritos do passado! Mas, pergunto eu, quantos séculos terão de passar até podermos ter uma convivência realmente pacifica, verdadeira e afastada de quaisquer fantasmas passados? Não vamos branquear os nossos erros, mas também não vamos aceitar que um qualquer desbragado nos venha ofender pública e gratuitamente...
Se a este desprezo respondemos com dor incontida, isso é porque não se sente quem não é filho de boa gente...
a) Quando digo que me orgulho da nossa história, do bom e do mau, quero dizer que me orgulho da nossa história como um todo e não nego, mas também não renego, o que de mau fizemos. Obviamente, reconheço que cometemos muitos erros, mas não me cabe assumir responsabilidades (tal como também não busco os louros pelos méritos dos meus antepassados). Aceito-os e reconheço-os, mas não me responsabilizem! Aliás, se dependesse de mim, nunca se teriam verificado tais erros, mas não depende...
Seja como for, não podemos dissociar as nossas atitudes passadas do circunstancialismo histórico que as proporcionou, nem sequer da consciência colectiva que as permitiu. Mais: relativamente à colonização do Brasil, não posso estar mais em desacordo com o veiculado pelo Sr. G. Gil. Não obstante, ele tem a opinião dele e eu a minha (divergências de entendimento sobre esta questão sempre existiram e sempre existirão; não é assim tão linear analisar factos históricos...).
b) Quando comparados com outros povos em idênticas épocas históricas, podemos concluir que sempre fomos os mais brandos (vide Carta de Pêro Vaz de Caminha). Claro que isto não apaga os erros, mas torna-os menos pesados quando colocados circunstancial, casuistica e comparativamente.
c) E quanto à forma intempestiva que caracterizou o nosso comentário, diga-se que o nosso espírito está confortado ao saber que este blogue não pretende ser moderado (não teria tanta piada) e não é certamente um pólo norteador da opinião pública. Tudo o que foi escrito, foi plasmado conscientemente, mas sem grandes preocupações de rigor (que não fosse o respeito à nossa consciência ofendida...). Apenas se pretendeu demonstrar o quanto nos sentimos incomodados com tal situação...
d) A atitude que nos revoltou, não foi a opinião do Sr. G. Gil (afinal, comum à opinião de tantos Brasileiros e, porque não dizê-lo, comungada por tantos Portugueses), pois que, repetimos, todos temos direito à nossa opinião e à leitura dos factos históricos que nos antecederam. O que entendemos ser execrá¡vel, á a hipocrisia que envolve toda esta situação. Trata-se de uma visita OFICIAL do Brasil a Moçambique! Não sei a que propósito fomos chamados à colação! Não compreendo (e daí talvez compreenda, mas isso é problema meu...) o porquê do veicular desta opinião, proferida num tom sobranceiro, ofensivo (e de veracidade, quando menos, duvidosa) e envolta num ambiente perfeitamente desapropriado. A visita visava discutir assuntos de natureza economica e social entre Brasil e Moçambique. Mas, o que ficou do encontro, foi a assunção do ministro do Brasil de todo o seu desdém pelo povo Português. Repito: não por manifestar a sua opinião, mas sim por fazê-lo oficialmente, num país estrangeiro e num tom provocatório.
e) Acrescentando ao que vem dito, note-se que renegar a língua Portuguesa (ao assumir que fala Brasileiro) parece-nos objectivamente ofensivo (e não só por ter sido proferido num tom provocatório), uma necessidade quase infantil de assumir uma independência completa da influência Portuguesa.
f) Assumamos (TODOS) os erros e méritos do passado! Mas, pergunto eu, quantos séculos terão de passar até podermos ter uma convivência realmente pacifica, verdadeira e afastada de quaisquer fantasmas passados? Não vamos branquear os nossos erros, mas também não vamos aceitar que um qualquer desbragado nos venha ofender pública e gratuitamente...
Se a este desprezo respondemos com dor incontida, isso é porque não se sente quem não é filho de boa gente...
segunda-feira, dezembro 08, 2003
Os inteligentes mais inteligentes
Na senda do que foi escrito pelo nosso amigo vintage, cá vai mais uma batata.
Este fim de semana fui à Beira, uma das maiores cidades de Moçambique.
Deveria ser (e é, embora degradada) uma cidade muito bonita, com grandes obras arquitectónicas, que mostram bem o engenho e arte dos Portugueses (vide Grand-Hotel) e o quanto os Portugueses amavam a cidade da Beira.
Mas existe um íncrivel pormenor sobre a Beira: fica abaixo do nível da água. Os Portugueses,
por razões que desconheço construíram a cidade abaixo do nível da água, provavelmente para melhor aproveitar o excelente porto que a Beira possuí (note-se que é explorado por Holandeses).
Para conseguir tal façanha os Portugueses criaram um curso de água que ligava a zona em que a maré bate com mais força, com a zona em que a maré é mais fraca, criando assim uma "transferência de forças marítimas" (se é que se pode dizer assim) impedindo que as águas estagnassem na cidade, criando assim habitabilidade. Digamos uma grande obra de engenharia civil. A esse curso de água deu-se o nome de Chiveve, e criou-se lá um Mangal, sendo conhecido pelo Magal do Chiveve.
Contudo, aquando da independência, os "Engenheiros" Moçambicanos entederam por bem tapar a saída do Chiveve, impedindo assim a "transferência de forças" entre uma zona e outra do mar. Resultado? Quando chove na Beira, as águas não são drenadas, criando "lagos" dentro da própria cidade, e fazendo com que as construções cedam e caiam (como aconteceu com o estádio de futebol do Sporting da Beira).
Na senda do artigo do nosso amigo e colega vintage, foram concerteza os estúpidos dos Portugueses que obrigaram os inteligentes dos Moçambicanos a fazer tal gracinha???
Este fim de semana fui à Beira, uma das maiores cidades de Moçambique.
Deveria ser (e é, embora degradada) uma cidade muito bonita, com grandes obras arquitectónicas, que mostram bem o engenho e arte dos Portugueses (vide Grand-Hotel) e o quanto os Portugueses amavam a cidade da Beira.
Mas existe um íncrivel pormenor sobre a Beira: fica abaixo do nível da água. Os Portugueses,
por razões que desconheço construíram a cidade abaixo do nível da água, provavelmente para melhor aproveitar o excelente porto que a Beira possuí (note-se que é explorado por Holandeses).
Para conseguir tal façanha os Portugueses criaram um curso de água que ligava a zona em que a maré bate com mais força, com a zona em que a maré é mais fraca, criando assim uma "transferência de forças marítimas" (se é que se pode dizer assim) impedindo que as águas estagnassem na cidade, criando assim habitabilidade. Digamos uma grande obra de engenharia civil. A esse curso de água deu-se o nome de Chiveve, e criou-se lá um Mangal, sendo conhecido pelo Magal do Chiveve.
Contudo, aquando da independência, os "Engenheiros" Moçambicanos entederam por bem tapar a saída do Chiveve, impedindo assim a "transferência de forças" entre uma zona e outra do mar. Resultado? Quando chove na Beira, as águas não são drenadas, criando "lagos" dentro da própria cidade, e fazendo com que as construções cedam e caiam (como aconteceu com o estádio de futebol do Sporting da Beira).
Na senda do artigo do nosso amigo e colega vintage, foram concerteza os estúpidos dos Portugueses que obrigaram os inteligentes dos Moçambicanos a fazer tal gracinha???
Os ressabiados do costume...
Há algumas semanas atrás, o presidente do Brasil veio a Moçambique. Na bagagem, para além da cantilena do costume, trouxe consigo o ministro da cultura, o Sr. Gilberto Gil. Depois do que aqui se passou, só espero ter arte e engenho suficiente para relatar os acontecimentos sem enveredar por critica ofensiva.
Ora bem, na esteira do que já tem sido alardeado por outros pseudo-intelectuais Brasileiros, o cantor destilou toda a sua pestilência, apontando baterias à armada Portuguesa. Contou anedotas de Portugueses (enfim, o costume...) e, bem pior que isso, apelidou-nos de assassinos, culpados por dizimar os índios Brasileiros, para além de nos responsabilizar pelo sub-desenvolvimento do Brasil. Mesmo que isto fosse verdade (e não é), pergunto eu: a que propósito é que este badameco vem a um país estrangeiro achincalhar os Tugas? Não deveria ser um pouco mais comedido, razoável e verdadeiro (afinal, exerce funções de grande responsabilidade)? Deve ter sido coisa digna de ser vista! Os ressabiados todos juntos (Brasileiros e Moçambicanos) a criticar os pérfidos colonialistas. Gostaria de saber se esta estulta opinião é compartilhada pelo Presidente Lula. Se é, que o assuma! Mas, claro, não me parece que a frontalidade seja apanágio dos Brasileiros...
Vejamos:
Anedotas: ó amigo, divirta-se! Antes criticados que ignorados...
Dizimar os índios: o palerma enlouqueceu! Tudo bem que não deve ser um primor de inteligência, mas o sujeito tem de fazer um esforço e actualizar a biblioteca. Se calhar, devíamos ter feito como os Espanhóis ou como os Norte- Americanos. Pelo menos, assim, juntávamos o proveito à fama...Já agora, que fizeram vocês pelos índios? Será que hipotecar o seu (deles) habitat natural ao capital Norte-Americano é respeitá-los? Não me diga que a culpa também é nossa! Deve ser algum gene colonialista que ainda fervilha no vosso sangue...
Sub-desenvolvimento: os “nossos irmãos”, possuem a classe política mais boçal do mundo, são preguiçosos e ainda acham que, volvidos quase dois séculos após a independência (1822), somos nós os culpados pela sua incompetência!
O mais ridículo, é ver esse sujeito chegar a Portugal, apelidar-nos de “irmãos”, vender uns milhares de discos, quando, na realidade, nutre por nós um visceral ódio. E os Moçambicanos? Bem sei que existem feridas antigas. Mas, ridicularizarem-nos abertamente, quando somos nós quem mais dinheiro põe neste país, é profundamente revoltante! Andaram metidos numa guerra fratricida, destruíram todo o tecido económico do próprio país, vivem às custas do apoio estrangeiro, são corruptos, no entanto, os Portugueses são os culpados.
Se os nosso políticos fossem verdadeiramente competentes, deveriam, no mínimo, exigir uma retractação pública. Mas não. Não vamos arranjar inimizades com os nossos irmãos...
Não sei o que pensam vocês, mas eu não me sinto responsável pelos actos dos outros. O que os nossos antepassados fizeram, está feito. Bons e maus, ao que sei, existem em todos os países e em todas as gerações. Por outro lado, não renego a nossa história. Mais: orgulho-me dela (do bom e do mau). Orgulho-me de ter nascido num país que, no contacto com os outros povos, sempre foi o mais cordial de todos. Orgulho-me de saber que nos integrámos, que construímos, que criámos. É bem mais fácil destruir do que construir. É bem mais fácil culpar os outros pelos nossos erros, alijando responsabilidades. Enfim, os Portugueses são pequeninos mas têm as costas largas...
Em suma, uma reunião entre dois povos, em que a única coisa que se fez foi criticar os que não estavam, logo, sem possibilidade de exercer o mais que legítimo direito de defesa. Não procuraram soluções para os problemas, nem delinearam estratégias, apenas criticaram. Talvez assim se perceba porque é que vivem nas condições em que vivem...
Demo-lhes um país, um idioma e as mulatas, mas não lhes conseguimos dar educação.
P.S.: Outra pérola: talvez gostem de saber que o Sr. G. Gil não fala Português, fala Brasileiro! Emprestámo-lhe um idioma dos mais ricos que o mundo tem e o cabrão ainda tem o desplante de dizer uma alarvidade destas... Mas, em rigor, tem V. Exª. toda a razão... Vocês não sabem falar a língua de Camões! É preferível que lhe chamem Brasileiro, tantos são os pontapés que dão no nosso vernáculo. Meu amigo, fique com o seu Brasileiro e meta-o no cu. Já agora, depois não venha pedir acordos ortográficos...
Ora bem, na esteira do que já tem sido alardeado por outros pseudo-intelectuais Brasileiros, o cantor destilou toda a sua pestilência, apontando baterias à armada Portuguesa. Contou anedotas de Portugueses (enfim, o costume...) e, bem pior que isso, apelidou-nos de assassinos, culpados por dizimar os índios Brasileiros, para além de nos responsabilizar pelo sub-desenvolvimento do Brasil. Mesmo que isto fosse verdade (e não é), pergunto eu: a que propósito é que este badameco vem a um país estrangeiro achincalhar os Tugas? Não deveria ser um pouco mais comedido, razoável e verdadeiro (afinal, exerce funções de grande responsabilidade)? Deve ter sido coisa digna de ser vista! Os ressabiados todos juntos (Brasileiros e Moçambicanos) a criticar os pérfidos colonialistas. Gostaria de saber se esta estulta opinião é compartilhada pelo Presidente Lula. Se é, que o assuma! Mas, claro, não me parece que a frontalidade seja apanágio dos Brasileiros...
Vejamos:
Anedotas: ó amigo, divirta-se! Antes criticados que ignorados...
Dizimar os índios: o palerma enlouqueceu! Tudo bem que não deve ser um primor de inteligência, mas o sujeito tem de fazer um esforço e actualizar a biblioteca. Se calhar, devíamos ter feito como os Espanhóis ou como os Norte- Americanos. Pelo menos, assim, juntávamos o proveito à fama...Já agora, que fizeram vocês pelos índios? Será que hipotecar o seu (deles) habitat natural ao capital Norte-Americano é respeitá-los? Não me diga que a culpa também é nossa! Deve ser algum gene colonialista que ainda fervilha no vosso sangue...
Sub-desenvolvimento: os “nossos irmãos”, possuem a classe política mais boçal do mundo, são preguiçosos e ainda acham que, volvidos quase dois séculos após a independência (1822), somos nós os culpados pela sua incompetência!
O mais ridículo, é ver esse sujeito chegar a Portugal, apelidar-nos de “irmãos”, vender uns milhares de discos, quando, na realidade, nutre por nós um visceral ódio. E os Moçambicanos? Bem sei que existem feridas antigas. Mas, ridicularizarem-nos abertamente, quando somos nós quem mais dinheiro põe neste país, é profundamente revoltante! Andaram metidos numa guerra fratricida, destruíram todo o tecido económico do próprio país, vivem às custas do apoio estrangeiro, são corruptos, no entanto, os Portugueses são os culpados.
Se os nosso políticos fossem verdadeiramente competentes, deveriam, no mínimo, exigir uma retractação pública. Mas não. Não vamos arranjar inimizades com os nossos irmãos...
Não sei o que pensam vocês, mas eu não me sinto responsável pelos actos dos outros. O que os nossos antepassados fizeram, está feito. Bons e maus, ao que sei, existem em todos os países e em todas as gerações. Por outro lado, não renego a nossa história. Mais: orgulho-me dela (do bom e do mau). Orgulho-me de ter nascido num país que, no contacto com os outros povos, sempre foi o mais cordial de todos. Orgulho-me de saber que nos integrámos, que construímos, que criámos. É bem mais fácil destruir do que construir. É bem mais fácil culpar os outros pelos nossos erros, alijando responsabilidades. Enfim, os Portugueses são pequeninos mas têm as costas largas...
Em suma, uma reunião entre dois povos, em que a única coisa que se fez foi criticar os que não estavam, logo, sem possibilidade de exercer o mais que legítimo direito de defesa. Não procuraram soluções para os problemas, nem delinearam estratégias, apenas criticaram. Talvez assim se perceba porque é que vivem nas condições em que vivem...
Demo-lhes um país, um idioma e as mulatas, mas não lhes conseguimos dar educação.
P.S.: Outra pérola: talvez gostem de saber que o Sr. G. Gil não fala Português, fala Brasileiro! Emprestámo-lhe um idioma dos mais ricos que o mundo tem e o cabrão ainda tem o desplante de dizer uma alarvidade destas... Mas, em rigor, tem V. Exª. toda a razão... Vocês não sabem falar a língua de Camões! É preferível que lhe chamem Brasileiro, tantos são os pontapés que dão no nosso vernáculo. Meu amigo, fique com o seu Brasileiro e meta-o no cu. Já agora, depois não venha pedir acordos ortográficos...
quinta-feira, dezembro 04, 2003
Fixação senil?
Por norma, quando somos beneficiados ilicitamente, temos tendência para ficar muito desconfiados. Efectivamente, por nos ter sido permitido tal deleite, sempre que vemos situações (nos outros) aparentemente iguais às que nos foram proporcionadas, cremos estar perante alguém que, tal como nós outrora, quer ter olho em terra de cegos e é auxiliado no seu desiderato. Ora, só assim se podem compreender as afirmações do Sr. Pinto da Costa, segundo o qual Preocupa-nos a arbitragem anormal (só se lhes for prejudicial...) e Arbitragem ajuda o Benfica (mais dia menos dia, a senilidade chega...).
Começo a pensar que esta fixação com o Benfica (para não dizer que é demonstração de um claro sentimento de inferioridade, tanto mais que são já vários os anos que o Benfica leva sem sequer conseguir beliscar o domínio Portista), demonstra algo mais do que ódio... Bom, eu não sei, mas há quem diga que o sentimento mais próximo do ódio é o amor...
Começo a pensar que esta fixação com o Benfica (para não dizer que é demonstração de um claro sentimento de inferioridade, tanto mais que são já vários os anos que o Benfica leva sem sequer conseguir beliscar o domínio Portista), demonstra algo mais do que ódio... Bom, eu não sei, mas há quem diga que o sentimento mais próximo do ódio é o amor...
Horas vagas...
O jornal "Fim de Semana", de Maputo, apresenta o seguinte título Polícia era ladrão nas horas vagas.
Pergunto eu: Como é que o homem conseguia? Vejamos: qualquer simples mortal, após o seu dia de labor, aproveita os tempos livres para estar com a família, passear, fazer desporto, entre outras sãs actividades. Ora, o nosso polícia, qual estóico herói, não descansa! Não só rouba oficialmente (quando investido do seu poder de soberania oficial), como a título particular (quando despe o fardamento, se é que o despe...). Enfim, seja como for, o que interessa é que o nosso oficial da ordem não pára de exercer o seu amado mister... nem nas horas vagas! Isto sim é amor à profissão...
P.S.: Não há dúvida de que o trabalho enobrece o Homem.
Pergunto eu: Como é que o homem conseguia? Vejamos: qualquer simples mortal, após o seu dia de labor, aproveita os tempos livres para estar com a família, passear, fazer desporto, entre outras sãs actividades. Ora, o nosso polícia, qual estóico herói, não descansa! Não só rouba oficialmente (quando investido do seu poder de soberania oficial), como a título particular (quando despe o fardamento, se é que o despe...). Enfim, seja como for, o que interessa é que o nosso oficial da ordem não pára de exercer o seu amado mister... nem nas horas vagas! Isto sim é amor à profissão...
P.S.: Não há dúvida de que o trabalho enobrece o Homem.